i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Justiça

Julgamento do Massacre do Carandiru volta amanhã

Julgamento de 26 policiais participantes da ação que resultou na morte de 73 detentos em 1992 deve recomeçar na segunda-feira

  • PorFolhapress
  • 27/07/2013 21:13
A invasão no presídio terminou na morte de 111 presos | Heitor Hui/Agência Estado
A invasão no presídio terminou na morte de 111 presos| Foto: Heitor Hui/Agência Estado

Três meses após a condenação de 23 policiais militares pelo massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em outubro de 1992, começa amanhã, às 9 horas, a segunda etapa do maior júri em número de vítimas do país. Agora, serão julgados 26 policiais da Rota (tropa de elite da PM paulista), acusados pelo maior número de mortes no massacre: 73 homens que estavam no 2.º andar da penitenciária. Com 50 mil páginas, 57 volumes e 84 réus, o processo teve de ser desmembrado em quatro júris diferentes. Os acusados foram divididos em grupos, de acordo com os andares em que atuaram naquele dia.

Na primeira parte do julgamento, em abril, 23 PMs que entraram no primeiro andar do prédio foram condenados a 156 anos de prisão cada. Eles recorreram e aguardam a decisão da Justiça em liberdade. Para tentar evitar uma nova condenação, a defensora de todos os réus, Ieda Ribeiro de Souza, afirma que pretende explorar como era a vida dos detentos. "Muitos dos que julgaram da outra vez eram jovens e não conheceram o Carandiru. A visão que eles têm é a de um filme de ficção", afirma, referindo-se ao filme de Hector Babenco que retrata o massacre e foi usado pela Promotoria para sensibilizar o júri.

Ieda afirmou ainda que dará preferência para jurados mais velhos e que sejam das áreas de ciências exatas ou humanas, que teriam mais "raciocínio lógico e que possam perceber a situação emocional das pessoas [PMs] que estavam lá dentro", diz.

Já o promotor Fernando Pereira da Silva deve usar a mesma retórica que convenceu os jurados em abril, desconstruindo a tese de que os presos eram "monstros" e, por isso, mereciam morrer. Ele mostrou que muitos dos que morreram no massacre já tinham direito ao regime semiaberto e não deveriam estar mais no presídio.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.