São Paulo - A Justiça de Ribeirão Pires (SP) sabia um ano antes dos assassinatos dos irmãos João Vitor, de 13 anos, e Igor, de 12, que eles eram torturados, sofriam maus-tratos e abusos psicológicos. O pai, João Alexandre Rodrigues, de 39 anos, e a madrasta, Eliane Rodrigues, de 35, são acusados de matá-los e esquartejá-los. Mesmo assim, sem ouvir o Ministério Público, em janeiro a juíza da Infância decidiu que teriam de voltar a viver com a família, após um ano e um mês abrigados.
Os garotos não queriam voltar a morar com o pai e a madrasta. Durante avaliação no abrigo, João Vitor escreveu que só queria "uma vida tranqüila". Em julho do ano passado, a promotora criminal Mylene Comploier denunciou João e Eliane por tortura, com base nos relatórios do Conselho Tutelar que acompanhava o caso desde 2005. Este ano, mudou a denúncia para maus-tratos.







