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Colli chegou ao Forum em uma viatura do Choque, por volta das 12h35 | Roberto Custódio/Jornal de Londrina
Colli chegou ao Forum em uma viatura do Choque, por volta das 12h35| Foto: Roberto Custódio/Jornal de Londrina

A juíza Zilda Romero, da 6ª Vara Criminal de Londrina, suspendeu nesta quinta-feira (22) os depoimentos de testemunhas de acusação e defesa no processo por pedofilia e abuso de menores contra o advogado Marcos Colli, preso há três meses na sede do 5º Batalhão da Polícia Militar.

O advogado responde por quatro processos criminais. Apenas três crianças vítimas dos abusos – com idades de 6, 9 e 13 anos - e a mãe delas, prestaram depoimento na audiência realizada nesta tarde. As vítimas foram citadas na primeira denúncia do Ministério Público contra Colli.

Segundo o defensor de Colli, advogado Mateus Vergara, o réu foi proibido de acessar o material apreendido com ele – um HD externo onde está, nas palavras do advogado, "um vasto conteúdo de fotos e vídeos" com cenas gravadas pelo próprio acusado.

"A acusação tem acesso a tudo. Quem é acusado, não", queixou-se Vergara, logo após obter a suspensão dos depoimentos. Vergara disse que foi proibido de entrar na sede do 5º Batalhão da PM com um computador para exibir as fotos e vídeos a Colli, o que significaria cerceamento da defesa com possibilidade de tornar nula a acusação.

"Obviamente ele conhece os vídeos que ele mesmo fez. Mas a forma como os materiais foram interpretados pela polícia e promotores é que precisa ser avaliada diretamente por ele. O que a polícia diz e interpreta sempre é verdade absoluta?"

Vergara afirma que, a partir de um dos depoimentos prestados pelas vítimas, conseguiu confirmar a tese de que Colli agia em meio a uma "rede de prostituição" em torno das crianças abusadas. "Não quero excluir a responsabilidade do meu cliente, mas creio que a doença dele se encaixava em um esquema de pedofilia e prostituição um pouco maior", sustentou.

Os depoimentos voltarão a ser tomados a partir de 29 de setembro. Até lá, Vergara tentará convencer o Tribunal de Justiça a unificar os quatro processos criminais em um único.

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