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Kennedy já tinha o discurso da Terceira Guerra Mundial

  • PorAgência EFE
  • 02/11/2012 21:09

Meio século depois do "sábado negro" que encerrou a crise dos mísseis em Cuba, os Estados Unidos revivem o momento mais perigoso de sua história através das palavras que o então presidente, John F. Kennedy, não chegou a pronunciar.

"Queridos americanos, com um grande pesar, e em necessário cumprimento do meu juramento presidencial, ordenei, e as Forças Aéreas americanas realizaram operações militares baseadas somente no uso de armas convencionais para eliminar um enorme depósito de armas nucleares no território de Cuba".

Com essas palavras, Ken­nedy planejava anunciar, no final de outubro de 1962, o ataque à ilha caribenha que provavelmente teria desencadeado a Terceira Guerra Mundial e causado a morte de 200 milhões de pessoas, uma vez que se materializasse a inevitável represália soviética e os Estados Unidos ativassem seu próprio arsenal nuclear.

A minuta do discurso está entre as centenas de cartas, notas e outros documentos inéditos dos arquivos pessoais do ex-presidente que a biblioteca presidencial John F. Kennedy publicou mês passado.

Os documentos lançam uma luz sobre muitas das negociações secretas que impediram que Kennedy tivesse que pronunciar seu discurso, e revelam o quão perto esteve o país de enviar 90 mil soldados a Cuba e ser submetido à consequências catastróficas. "Se entramos (em Cuba), entramos com toda a força", escreveu Robert F. Kennedy, irmão e principal assessor do ex-presidente durante a crise, em uma nota durante o agitado debate no Salão Oval.

O irmão do presidente não tinha dúvidas de que Kennedy teria ordenado um ataque aéreo sobre Cuba se fosse obrigado a decidir nas 48 horas seguintes ao dia 15 de outubro, quando um avião espião americano descobriu os mísseis soviéticos em território cubano.

Uma vez lido o dis­­­­cur­­so do presidente, "o comandante soviético no terreno (em Cuba) teria provavelmente respondido com as 100 armas nucleares que tinha sob seu controle e que JFK nem sequer sabia que existiam", opina um dos maiores analistas na crise, Graham Allison. "Os Estados Unidos seriam obrigados a responder, levando a uma escala­­­da para o apocalipse nuclear", escreveu Allison em editorial no jornal Christian Science Monitor.

O líder cubano, Fidel Cas­­tro, tinha pedido a seu colega soviético, Nikita Kruschev, que respondesse com ataque nuclear aos EUA em caso de uma invasão a Cuba. Ao mesmo tempo, o chefe da URSS solicitou moderação a Kennedy numa carta na qual pediu que "não puxasse a corda na qual está atado o nó da guerra".

"O que resolveu a crise foi uma imaginativa combinação de acordo público, ultimato privado, e um doce segredo", afirmou Allison em seu editorial.

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