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Entrevista

Lara Selem, advogada e consultora especialista em gestão de pessoas na advocacia

Ao analisar os currículos dos advogados que buscam oportunidades no site da OAB-PR, percebe-se que a maioria busca vagas em diversas especialidades ao mesmo tempo. São poucos os que se concentram em uma ou duas áreas. O que é melhor?

Os advogados precisam ter uma visão geral do Direito, já que uma especialidade se conecta a outras, mas é importante eleger uma ou duas áreas para se especializar, buscando se tornar referência nelas. Afinal, é irreal dizer que entende de tudo. O mundo jurídico é muito vasto. Mas isso depende do tempo de experiência do profissional. Um recém-formado ainda não teve tempo de se especializar e pode estar buscando experiências. Só não é interessante que se lance em áreas totalmente desconexas entre si.

O que se recomenda ao advogado que está buscando emprego neste novo ano?

Primeiramente, precisa ter uma clara visão de que, no começo da carreira, ele está aprendendo e não tem ainda toda a bagagem necessária para ser um profissional disputado no mercado. Ele precisa definir uma área de atuação e estudar, conhecer o mercado e sair do lugar comum, daquilo que já se faz, para se diferenciar no médio prazo. Se ele não tiver um escritório familiar, é importante angariar experiência, trabalhando para outros, mas sem ficar passivo: com humildade, já que é um aprendiz, ele precisa gerar ideias, ser proativo, com inteligência e foco.

Muitos bacharéis em Direito abandonam a ideia de uma carreira na advocacia, preferindo a segurança das carreiras públicas. O que a sra. pensa disso?

O mercado da advocacia está em um momento interessantíssimo, porque estamos em franco crescimento do país, e não existe negócio sem advogado. A advocacia privada tem condição de dar ao profissional um status diferenciado, porque ele consegue ampliar seu grau de remuneração. O mercado está precisando de advogados que se interessem em saber não só de Direito, mas também do negócio do cliente.

Ele precisa conhecer a operação em que está atuando. Quem fica só na verborragia jurídica perde espaço porque os empresários não têm mais paciência para isso. Outro ponto: não tem mais como o advogado entrar no mercado sem conhecer e fazer uso adequado das ferramentas de gestão e marketing. Ou seja, ele precisa se preparar em três fases: Direito, segmento do cliente e marketing/gestão da advocacia. Essa seria a receita de sucesso para quem quer trabalhar no ambiente privado da advocacia. Mas é preciso fazer acontecer, porque isso não cai do céu.

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