
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) descartou que a mortandade de peixes no Lago Norte de Londrina tenha sido provocada por despejo de resíduos industriais. Essa foi a principal hipótese levantada pelo secretário do Ambiente, José Faraco. Contudo, análises laboratoriais realizadas pelo órgão apontam grande quantidade de bactérias e coliformes provenientes do esgoto doméstico.
A mortandade foi constatada no domingo (3), por moradores e pescadores da região. Na quarta-feira (6), mais uma grande quantidade de peixes mortos foi recolhida das margens do lago. Milhares de espécies já foram retiradas da água.
O chefe do IAP em Londrina, Andrew Pinheiro Neto, afirmou que o esgoto doméstico provoca o aumento de matéria orgânica na água e, consequentemente, a redução do índice de oxigênio, provocando a morte dos peixes.
"O índice ideal de oxigênio na água é de 6 a 5,5. Porém, o valor está em 1, o que é muito baixo. Com o inverno, a dissolução oxigênio reduz, o que agrava o problema. Dessa forma, os peixes não conseguem sobreviver", explicou.
Conforme Neto, não é possível identificar imediatamente os causadores da poluição. Ele disse que há muitos esgotos domésticos ligados diretamente na rede pluvial, que acabam chegando ao lago. "Estamos fazendo a nossa parte. Agora cabe ao município identificar todas as residências que possuem ligações irregulares".
A reportagem tentou contato com o secretário do Ambiente, José Faraco, mas o celular dele estava desligado. Na sede da secretaria, ninguém atendeu as ligações.







