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Noroeste do PR

Manifestantes invadem a Câmara de Maringá e depredam Prefeitura

Cerca de 500 pessoas entraram na Casa de forma pacífica. Eles deixaram o local por volta das 18h45 para seguir em direção ao prédio da Prefeitura

  • William Kayser, com informações de Tatiane Salvatico
  • Atualizado em às
Cerca de 6 mil pessoas saíram em caminhada pelo centro da cidade durante o manifesto desta terça-feira |
Cerca de 6 mil pessoas saíram em caminhada pelo centro da cidade durante o manifesto desta terça-feira
 
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Manifestantes invadem a Câmara de Maringá e depredam Prefeitura

Cerca de 6 mil maringaenses, a maioria jovens estudantes, saíram às ruas na tarde desta terça-feira (18) em apoio às mobilizações realizadas pelo país. Os manifestantes também aproveitaram para reivindicar melhorias para problemas específicos da cidade. O grupo se reuniu em frente ao Terminal Urbano e seguiu pelas avenidas Herval, Brasil, Paraná, Tiradentes, Praça da Catedral, Centro de Convivência Comunitário Deputado Renato Celidônio, Prefeitura, Câmara, e avenidas Duque de Caxias, Colombo e São Paulo. Policiais militares e da tropa de Choque acompanharam de longe a movimentação, assim como agentes da Secretaria de Trânsito e Segurança (Setrans). Até as 20 horas, nenhum conflito havia sido registrado.

Veja galeria de fotos do protesto em Maringá

Durante a manifestação, parte do grupo chegou a ocupar pacificamente a Câmara Municipal de Maringá (CMM). Eles falaram em plenário e deixaram a Casa rapidamente. Segundo o presidente da CMM, Ulisses Maia (PP), apesar do volume de manifestantes no plenário, a situação foi controlada sem nenhuma dificuldade. “Foi tranquilo, foi pacífico e absolutamente ordeiro”, comentou.

Depois de deixarem a Câmara, os manifestantes seguiram para a Prefeitura de Maringá. Por volta das 19 horas, uma janela do prédio do Executivo foi quebrada por um grupo pequeno de manifestantes, que chegou a entrar no local, mas foi vaiado e deixou o prédio rapidamente. Ninguém foi preso.

Entre os gritos de protesto, “vem pra rua” e “o povo acordou, o povo decidiu, ou para a roubalheira ou paramos ou Brasil”, além de xingamentos ao prefeito Carlos Roberto Pupin (PP). Nos cartazes, manifestações diversas: “colocaram mentos na geração Coca-Cola”, “o povo unido jamais será vencido”, “Zona 7 mais segura”.

O estudante Alexandre Henrique, de 22 anos, disse que precisa ficar claro para todos que a manifestação não é apenas contra o aumento da tarifa de ônibus. “Maringá vive há muito tempo dominada pela corrupção. Todo mundo sempre soube, mas nunca teve coragem de sair para as ruas”, ressaltou. Henrique destacou ainda, com relação ao transporte, que o serviço na cidade é muito ruim. “Qualquer horário é uma lata de sardinha. A diferença entre um ônibus e uma cela de cadeia é que o ônibus anda.”

O músico Maikon D’Sartoro, de 22 anos, tentou organizar boa parte do trajeto. Para ele, era preciso ficar claro que o manifesto é apartidário, não tem bandeira. “Temos que chamar a atenção para os serviços públicos de má qualidade e não deixar que partidos sejam oportunistas.”

O cantor Paulo Ribeiro do Nascimento participou do ato e disse que uma minoria de manifestantes era responsável pelos "exageros" na manifestação. “A maioria está gritando, protestando. Quando o pessoal ouve que algo está acontecendo de vandalismo, logo começam a gritar para não ter esse tipo de depredação”, disse. No protesto, jornalistas da RPC TV, filiada à Rede Globo em Maringá, foram hostilizados durante a gravação de uma reportagem.

Passeata

O início da passeata tinha o objetivo de percorrer as principais vias do centro da cidade, como as avenidas Duque de Caxias, XV de Novembro e Herval, mas por volta das 17h50, os manifestantes de dividiram em dois grupos: de um lado alguns organizadores do evento e pessoas com camisas do PSTU, que seguiram em direção à Avenida Duque de Caxias, e de outro, com aproximadamente 80% do grupo inicial, seguiu para a Praça da Catedral, com o objetivo de chegar à Prefeitura de Maringá.

A separação do grupo ocorreu após uma discussão por conta da presença de bandeiras e camisas de partidos políticos. Isso gerou revolta de parte dos manifestantes. Em coro, alguns pediram que o manifesto ocorresse sem bandeiras ou partidos. Por volta das 18h15, algumas pessoas discutiram com policiais que tentavam impedir a mudança de trajeto. Fiscais da Secretaria de Trânsito e Transportes (Setrans) orientavam os manifestantes a utilizarem apenas um lado da pista da Avenida Neo Alves Martins.

Protestos em outras cidades

A primeira ação de protesto na região ocorreu na noite de segunda-feira (17), em Paiçandu, na Região Metropolitana de Maringá (RMM). Outra manifestação está programada para sábado (22), em Campo Mourão, na região Centro-Oeste. A página oficial do evento no Facebook já conta com mais de 1,5 mil confirmações.

Protesto em Maringá

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