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Concentração dos manifestantes ocorreu na Praça 29 de Março, em Curitiba | Antônio More/Agência de Notícias Gazeta do Povo
Concentração dos manifestantes ocorreu na Praça 29 de Março, em Curitiba| Foto: Antônio More/Agência de Notícias Gazeta do Povo

Mais de 800 pessoas participaram da passeata do 17° Grito da Terra Paraná na manhã desta quarta-feira (15) em Curitiba, de acordo com os organizadores. O grupo se concentrou na Praça 29 de Março, de onde saiu, por volta das 9 horas, em direção à Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico. Várias ruas do Centro da cidade apresentaram lentidão por causa da passeata.

No final da manhã e no início da tarde, audiências foram realizadas com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Caixa Econômica Federal, Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná e com o governador Beto Richa.

Dentre as reivindicações, os manifestantes pediram melhores condições para a aquisição de máquinas agrícolas, facilidade em acesso ao crédito para a terra e a criação, por parte do governo, de um grupo de trabalho para tentar reduzir o êxodo rural. Segundo os manifestantes, o êxodo é responsável pelo aumento do uso de maquinário nas áreas rurais.

Para Ademir Mueller, presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura no Estado do Paraná (Fetaep), os resultados das reuniões foram positivos. "Na conversa com o Incra, vimos que o processo de assentamento de algumas famílias na região norte do estado já está bem adiantado", diz. Na Caixa Econômica Federal, a discussão foi sobre a habitação rural. Já com a Superintendência do Trabalho e Emprego, a reivindicação foi por mais fiscalização. "Hoje, 60% dos trabalhadores rurais que trabalham assalariados ainda não têm carteira assinada ou qualquer tipo de formalização, perdendo direitos sociais", afirma.

A última reunião foi com o governador Beto Richa. De uma pauta de 80 itens, cerca de 30 foram discutidos. "Acredito que o mais importante foi a questão da assistência técnica ao agricultor familiar no Paraná. O governador nos prometeu 500 técnicos até o fim de 2013. O agricultor familiar precisa de assistência para produzir mais, com mais qualidade e mais tecnologia", explica Mueller.

Para Alberto Broch, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a discussão sobre a necessidade da criação de uma política para as agroindústrias familiares também mereceu atenção. "Isso implica em apoio financeiro, técnico e organizacional, além de revisão da legislação sanitária, que atualmente atende somente aos grandes produtores", diz.

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