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Maringá

Empresa que vendeu uniformes pode ser excluída de novas licitações

Prefeitura estuda medida jurídica para impedir que Fibrasil, empresa que atrasou entrega de unifomes escolares, participe de novas concorrências

A procuradoria jurídica da Prefeitura de Maringá estuda a possibilidade de impedir que a Fibrasil participe de novas licitações na cidade. A indústria de confecção de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, venceu a última concorrência para fabricação de uniformes para alunos da rede municipal, mas as entregas atrasaram. Com isso, a Prefeitura ainda não concluiu a distribuição, mesmo já tendo passado quase metade do ano letivo.

O problema maior é quanto aos agasalhos, visto que o inverno já chegou e as temperaturas devem cair nas próximas semanas.

O dono da Fibrasil, Carlo Nakano, disse que está ciente da possibilidade, mas que irá se defender judicialmente caso a prefeitura tome alguma medida contra a empresa. "Eles (administração) estão no direito deles, mas vou me defender. Assumo minha parte de culpa. Causamos um problema sim, mas estamos correndo atrás", disse. Nakano espera entregar ainda esse semana a parte que falta na encomenda. Segundo ele, faltou material para fabricação do pedido, e por isso houve o atraso.

Em nota, a secretária de Educação, Márcia Socreppa, informou que dos 24 mil agasalhos licitados, 22,5 mil já foram entregues em todos os estabelecimentos de ensino, atendendo 28 mil alunos. Outros quatro mil uniformes a Secretaria de Educação tinha em estoque.

O restante (1,5 mil) será entregue pela empresa que venceu a licitação e se comprometeu a entregar 900 peças nesta quinta-feira (1º) e as demais no início da semana que vem. As peças que faltam são nº 10, para alunos da 2ª e 3ª série.

A secretária explica que a Prefeitura já está finalizando o processo de licitação para o próximo ano, que será protocolado no início da próxima semana.

Problema se arrasta

De acordo com o telejornal Paraná TV, da RPCTV Cultura, cerca de 2 mil alunos ainda receberam somente as camisetas de mangas curtas. Por conta disso, a dona de casa e mãe de aluno Valdirene Branha afirma que a solução é tirar dinheiro do próprio bolso para comprar o uniforme ou, então, vestir a criança com roupas próprias para ir para a escola. "A escola fala que teve problema com a costura ou que a fábrica mandou [os uniformes] com defeito", disse à RPCTV Cultura.

O problema com a entrega dos uniformes já se arrasta por alguns meses e vários prazos não forma cumpridos pela prefeitura. As aulas nas escolas públicas municipais tiveram início em 9 de fevereiro, ou seja, alguns alunos estão frequentando as aulas com uniformes velhos ou com roupas improvisadas há cinco meses.

Inicialmente, o município alegou que o atraso na entrega ocorreu por problemas na licitação de parte do material. Segundo Márcia Socreppa, a primeira empresa que havia vencido a licitação foi desclassificada por problemas na amostra apresentada. A segunda colocada precisou ser chamada, o que comprometeu os prazos apresentados.

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