- Vereadores voltam atrás e reconhecem SER como entidade de utilidade pública
- Observatório Social de Maringá está entre os finalistas de concurso da ONU
- Projeto que daria incentivos à ONG foi o primeiro rejeitado pela Câmara em sete anos
- Vereadores vetam incentivos ao Observatório Social
- 56% das propostas votadas na Câmara de Maringá não têm efeito prático
Representantes do Observatório Social de Maringá (OSM) estão na Guatemala desde o último dia 7, apresentando detalhes do projeto maringaense enquanto esperam, para esta sexta-feira (13), a divulgação do resultado de um concurso internacional no qual concorrem. Promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), o concurso "Experiências em Inovação Social" da Comissão Econômica Para América Latina e Caribe (Cepal) vai eleger a melhor prática do setor no continente.
Na programação, nesta quinta-feira (12), o presidente do OSM, Ariovaldo Costa Paulo, e o representante, Fernando Otero, fizeram a defesa do projeto para a comissão avaliadora. A apresentação foi no período da manhã, no horário local. O resultado só será conhecido nesta sexta, a partir de 20h30, hora de Brasília.
No evento, o OSM também montou um estande com fotos e a apresentação de vídeos. A maioria do público é composta pelos alunos da Universidad San Carlos, instituição que sedia o encontro e é uma das maiores do mundo, com 130 mil estudantes.
Para o vice-presidente do Observatório, Décio Rui Pialarissi, o reconhecimento da ONU pelo trabalho apresentado dá animo aos integrantes do Observatório a continuar batalhando pela cidadania e responsabilidade fiscal. Além do Observatório Social, outras três entidades brasileiras concorrem ao prêmio de inovações sociais, além de outros países como Argentina, Uruguai, México, Costa Rica, Chile e Peru.
O Observatório é uma Ong sem fins econômicos que acompanha os trabalhos de vereadores, fiscaliza as licitações e acompanha aas contas públicas, além de desenvolver estudos sobre as condições habitacionais, sociais e econômicas da região de Maringá.
Embate com o legislativo
O OSM, juntamente com a Sociedade Eticamente Responsável, ganhou destaque ao se tornar a primeira ONG da história de Maringá que não conseguiu o título de entidade de utilidade pública, título concedido pela Câmara Municipal. A atitude dos vereadores foi considerada uma retaliação, pois alguns dias antes o OSM divulgou um relatório criticando o trabalho dos parlamentares maringaenses. Em decorrência da repercussão, a Câmara voltou atrás na decisão e aprovou o título.







