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Os 1,5 mil professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) paralisaram as atividades nesta quinta-feira (16), atendendo à decisão estadual da categoria. Ao cruzarem os braços, cerca de 10 mil alunos ficarão sem aulas ao longo do dia. As informações são da Seção Sindical dos Docentes da UEM (Sesduem).

Na quarta-feira (15), o governo enviou à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) a proposta de reajuste salarial de 31,73% prometida aos professores das universidades estaduais, divididas em quatro parcelas até 2015.

Desde as 9 horas, os professores estão reunidos em assembleia no Auditório do Dacese, no campus de Maringá, para decidir sobre o indicativo de greve, inicialmente marcado para 21 de agosto.

A vice-presidente Sesduem, Marta Belini, afirma que o pagamento já deveria ter começado. "Já negociamos duas vezes com o governador [Beto Richa], mas até agora essa equiparação salarial não foi iniciada."

Além disso, a vice-presidente da Sesduem afirma que os professores universitários do Paraná são os únicos do País que recebem salário inferior aos técnicos administrativos das universidades.

Para o presidente do Sindicato dos Docentes da Unioeste (Adunioeste), que também aderiu ao movimento, Antonio Bosi, "depois do descumprimento da parte do governo de todos os acordos anteriores, firmados desde março de 2011, não podemos confiar neste trâmite até que a proposta vire lei".

Na semana passada, as assembleias sindicais das sete universidades paranaenses tinham aprovados indicativos de greve para datas diferentes. Nas assembleias sindicais que serão realizadas nesta quinta, podem ser confirmadas ou prorrogadas em função da apreciação do projeto de lei na Alep.

Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a paralisação pode começar já em 17 de agosto. Nas estaduais do Centro-Oeste (Unicentro) e do Oeste do Paraná (Unioeste), a greve está marcada para o dia 21.

E o dia 23 é a data programada pelas universidades de Londrina (UEL), do Norte do Paraná (Uenp) e na Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea).

Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), a decisão deve ocorrer na assembleia que ocorre na manhã desta quinta-feira (16).

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