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Literacia Familiar

MEC faz adaptações em contos infantis clássicos. Isso é errado? Entenda

  • Por Gabriel Rodrigo Sestrem
  • 23/10/2020 17:01
Abaixo-assinado questiona adaptação de contos infantis em programa de alfabetização do MEC
No clássico “João e Maria”, ao invés de uma madrasta má, o casal de irmãos tem uma mãe afetuosa| Foto:

Um recente abaixo-assinado que contou com a participação de aproximadamente três mil assinantes, dentre professores, escritores, pais e responsáveis por alunos, intitulado “Não ao retrocesso nas políticas públicas do livro e da leitura”, questiona o programa Conta Pra Mim, iniciativa que integra a Política Nacional de Alfabetização, do Ministério da Educação (MEC).

Apesar de o conteúdo do abaixo-assinado apontar críticas variadas à atuação do governo federal e do MEC, o principal alvo é a proposta de incentivo à “literacia familiar” – conjunto de práticas e experiências relacionadas à linguagem, à leitura e à escrita, a serem vivenciadas pelas crianças com a ajuda de seus pais ou cuidadores, que segue evidências científicas sobre alfabetização. Mais especificamente, as críticas miram alguns dos livros que fazem parte da coleção de histórias infantis Conta Pra Mim, uma das estratégias de alfabetização do programa que leva o mesmo nome, lançada em agosto deste ano.

Os livros em questão narram contos de fada clássicos, como “João e Maria”, “O Flautista de Hamelin”, “Branca de Neve e os Sete Anões” e “Chapeuzinho Vermelho”, mas trazem adaptações nas histórias. De acordo com o grupo responsável pelo abaixo-assinado, foram suprimidos trechos considerados elementos-chave das narrativas.

Na história de “João e Maria”, feita pelos irmãos Grimm, por exemplo, que é uma das mais tradicionais, a madrasta do casal de irmãos decide abandoná-los em uma floresta. Já na versão adaptada pelo MEC, as crianças gostavam de passear na floresta para colher flores e, por isso, acabaram se perdendo. A cruel madrasta também não existe, e dá lugar à mãe que trata os filhos carinhosamente.

Nas versões mais conhecidas do conto “O flautista de Hamelin”, após uma invasão de ratos na cidade, o flautista passa a tocar seu instrumento e leva os animais para fora de Hamelin. Mas, sem receber o pagamento que havia sido prometido por ter livrado a cidade dos roedores, o músico decide tocar novamente a flauta para hipnotizar todas as crianças da cidade e levá-las para longe de seus pais. Na narrativa do MEC, não há o encantamento das crianças. Após o flautista ameaçar trazer novamente os ratos à cidade, o pagamento é feito e o problema se resolve.

Por outro lado, há outras intervenções em clássicos como “Chapeuzinho Vermelho”, em que ao invés de o lobo ser morto pelo caçador, o animal morre afogado após cair no rio. Já em “Branca de Neve e os Sete Anões”, não há menção ao beijo do príncipe.

Além das adaptações nas histórias, o grupo responsável pelo abaixo-assinado contesta os contos selecionados para integrar a coleção: “Nos livros de literatura, a criança encontra aberturas diversas para compreender o mundo, que é grande e complexo. Esse programa do atual governo decide privilegiar narrativas que estabelecem verdades prontas e fechadas ao invés de proporcionar um repertório que contemple os conflitos, os desejos, os medos, as alegrias e os sonhos humanos, com convites para caminhos plurais”, cita o documento.

O que dizem os especialistas

O cronista e articulista Eduardo Affonso explica que adaptações em contos de fadas clássicos são bastante comuns, uma vez que esses contos não são autorais. “Os irmãos Grimm fizeram isso, Jean de La Fontaine, Walt Disney, Monteiro Lobato e vários outros”. Affonso observa que os motivos para essas adaptações podem estar relacionados à adequação da obra à faixa etária do público destinado, ao ajuste à mentalidade da época em que determinada história será republicada ou até mesmo por questões ideológicas.

“Há adaptações que não respondem às mudanças de público ou época, mas têm a intenção de gerar mudanças de mentalidade. Na esquerda o mais comum é o politicamente correto, que é higienizar a literatura e tirar o que possa ser, por exemplo, depreciativo a mulheres ou minorias. Do lado da direita, pode ser para moralizar, tirando o que possa ser considerado como imoral”, diz.

Cláudia Costin, diretora do Centro de Políticas Educacionais da FGV, não enxerga as releituras como algo negativo, e também lembra que é comum haver diferentes versões de um mesmo conto. “Releituras de contos infantis são possíveis. Não há autores criadores de algumas dessas obras clássicas. São contos que foram transformados em livros infantis por alguns autores, mas que circulavam nas sociedades”.

Claudia destaca também que a iniciativa do programa de alfabetização é positiva, principalmente no contexto da pandemia, em que um grande número de crianças, em especial as mais vulneráveis, ficaram isoladas em casa sem aulas e sem livros, só recebendo cadernos pedagógicos com algumas atividades.

“Sou crítica a várias coisas relacionadas ao MEC, mas não me lembro de haver materiais como esses à disposição das famílias, que podem acessar os livros digitalmente. São materiais gratuitos que estimulam o interesse e a curiosidade pela leitura desde a educação infantil”, avalia.

Por outro lado, para a escritora e ilustradora de livros infantis Josiane Bibas, que coordena a ONG Freguesia do Livro, as adaptações empobreceram as histórias. “São contos de fadas riquíssimos que trazem personagens e questionamentos muito interessantes. Quando você tira toda essa riqueza que o conto trazia, esses sentimentos, essas dores, está tirando também o simbolismo que essas histórias trazem e que fazem muito bem para vários aspectos da vida dessas crianças”.

Para ela, faltou ao MEC discutir todo o conjunto com educadores. “Era preciso ter refletido de modo mais amplo a produção desses materiais, ter envolvido mais pessoas com propriedade quanto à literatura infanto-juvenil”, pontua.

O que diz o MEC

De acordo com nota enviada pelo MEC à Gazeta do Povo, o ministério afirma que: “A maioria dos títulos decorre de adaptações de obras em domínio público. É um erro imputar aos irmãos Grimm a originalidade dos contos. O que esses autores fizeram foi conceber versões de narrativas da tradição do povo alemão. O caráter de domínio público faz com que essa seja uma prática salutar, já conduzida, em outros países, por ícones literários como Ítalo Calvino. O grande escritor defendia a adaptação feita sobre as versões dos irmãos Grimm, dada a violência que as caracterizava”.

O secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, declara que não existe uma versão original dos contos de fadas. “Isso é uma narrativa que precisa ser desconstruída. Em todas as histórias dos contos de fadas, o que temos são versões dessas histórias”, observa. “A versão de ‘Chapeuzinho Vermelho’ feita por Charles Perrault termina com o lobo devorando a menina. Já a versão dos irmãos Grimm termina com o caçador entrando em cena e tem desfecho positivo. Quem escreveu a versão original? Há versões diversas. Essas obras, além de estarem em domínio público, não possuem autoria determinada. Então não faz sentido afirmar que mudamos um original”, pontua o secretário.

Quanto às adaptações e a seleção dos contos, William Ferreira da Cunha, diretor de Alfabetização Baseada em Evidências, da Secretaria de Alfabetização (SEALF), ressalta que o objetivo principal com a produção dos livros foi tornar a coleção adequada ao público-alvo, que são crianças de zero a cinco anos. “Queremos que o material seja realmente usado por todos, pois sabemos dos diversos benefícios cognitivos envolvidos”.

O secretário de alfabetização também afirma que o programa Conta pra Mim foi avaliado pelo principais especialistas internacionais sobre literacia familiar e que pesquisadores dos Estados Unidos, de Luxemburgo e do Brasil foram consultados. Para criar a coleção, o MEC afirma que lançou mão de um acordo de cooperação internacional com a Unesco e abriu uma chamada pública para definir a editora responsável pelos escritores e ilustradores. A contratação da editora para a criação dos 40 títulos infantis custou R$ 171 mil.

Atualmente, todos os livros que integram a coleção Conta Pra Mim estão disponíveis gratuitamente nas versões digital, para imprimir e para colorir. Para o ano que vem, o MEC irá imprimir alguns desses títulos para distribuir a aproximadamente 390 mil famílias em condição de vulnerabilidade socioeconômica que são beneficiárias do Programa Criança Feliz, do Ministério da Cidadania. Os custos da impressão e distribuição estão em licitação no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

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Comentários [ 32 ]

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    Lica Silveira De Menezes

    ± 5 horas

    Versão esquerdista de Chapeuzinho Vermelho com lobo vegano, pode sim, amiguinho... Versão esquerdista de Chapeuzinho Vermelho, Amarelo, Azul e inclusive uma versão mórbida em que a Chapeuzinho Vermelho toma um lanche com a Morte simbólica transfigurada de lobo, pode sim, amiguinho... Versão de Branca de Neve que só tinha engasgado com a maçã ao invés de ganhar um beijo roubado do príncipe, pode sim amiguinho... Adaptar histórias para soarem mais familiares e adequadas à idades mais tenras, com o objetivo de serem lidas em casa, e família, de graça?! Isso só pode ser um atentado ao bom senso! AFE! Misericórdia.

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    Luiz F. Mazzarotto

    ± 9 horas

    Se a turma do contra não for contra, vão dizer o quê? Ser do contra para eles é um mantra, uma filosofia de vida. Se não houvesse adaptação, seriam contra por conta da violência. Alguém duvida???

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  • T

    TIAGO

    ± 17 horas

    E pode perceber. A crítica da mulher da ONG é uma crítica vazia, sem base, ela invoca o amor, a necessidade de senso crítico, msm ladainha de sempre; usam o msm argumento pra tudo e se acham inteligentes ainda. Enquanto q os favoráveis justificam o pq são favoráveis, não é aquela ideia frouxa, fraca de abraçar em frente lagoa Rodrigo de Freitas pra ter paz no mundo.

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    TIAGO

    ± 17 horas

    Parabéns pro MEC e em particular pro melhor ministro de Educação que o Brasil já teve: Weintraub.

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    Moreira Filho

    ± 24 horas

    Ótima iniciativa do MEC. Aposto que esses que promoveram o abaixo assinado são esquerdistas podres que estariam apoiando caso a alteração transformasse a Chapéu Vermelho Em lgbt ou o flautista em queimador de igrejas. É muito ranço.

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    Maria Lúcia Maranhão Bezerra

    ± 24 horas

    Os contos de Grimm foram compilados após séculos de depuração por narrativas puramente orais. Intensidade maravilhosa e inteligente emocionalmente, dialogam muito bem com o universo psicológico de crianças um pouco maiores. Realmente não servem para crianças pequenas . Apresentar uma versão edulcorada para crianças grandes, não serve também. Melhor não inovar.

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    Elton

    ± 1 dias

    Vou baixar e ler para meu filho

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    Paulista

    ± 2 dias

    Vergonhoso!

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    Salo

    ± 2 dias

    Falta do que fazer, dai inventam.

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    Paulo H.

    ± 2 dias

    ESTELIONATO. Esse problema começou com "adaptações" que consistiam em "simplificações" de obras; depois veio censura a palavras e expressões (sem conexão com a ideia primeira de "simplificar"); a censura avançou e passou a excluir passagens inteiras. Agora chegamos ao cúmulo do absurdo que é a ADULTERAÇÃO "impura e simples" da obra! Isso é estelionato. Enquanto gerações e gerações tiveram acesso às obras verdadeiras, a atual conhecerá meros arremedos. Ora, isso é um disparate, é um crime contra as crianças de hoje. Serão a "geração dos tolinhos" que pensam ter conhecimento dos clássicos, mas que foram enganados - e se tiverem sorte descobriram que foram.

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      Paulo H.

      ± 2 dias

      A referência naturalmente é a "estelionato intelectual", e não ao crime propriamente.

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  • E

    Eden Lopes Feldman

    ± 2 dias

    A esquerda no poder adulterou a historia, manipulou conceitos em muitas situações, E agora reclamam de livros infantis? Ou não estão gostando pelo fato de ser digital a um valor baixíssimo e não tem como ter corrupção para aquisição de edições impressas?

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      Eden Lopes Feldman

      ± 21 horas

      Exatamente, mencionei que foi a um valor baixíssimo, 176 mi. Veja o que o MEC pagava antigamente antes da era Bolsonaro e vai entender.

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      LUIZ FERNANDO DE FREITAS SALDANHA

      ± 1 dias

      Leia até o final, foi pago pela adaptação

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  • S

    Stella

    ± 2 dias

    Eu gosto de ler contos de fadas, mas se tratando de crianças de 0 a 5 anos, eu acho até válido fazer essas adaptações, pois sei o conteúdo desses contos. Isso não impede a criança de conhecer o conto original depois de crescer um pouco mais. Eu não acho que mostrar a versão original para crianças tão pequenas seja realmente produtivo.

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      Denis

      ± 2 dias

      Concordo contigo. Para mim, sua opinião é lógica e lúcida

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  • D

    Denis

    ± 2 dias

    Há críticos que, parece, não tem nada mais relevante para fazer na vida. As versões que conheço vieram de uma coleção do Walt Disney que nós tínhamos quando criança. Por que tais críticos não atacam tal versão, que já é uma adaptação da adaptação? O mais importante, no caso, é criar um vínculo natural da criança com a literatura. Isso não apenas cria uma ponte para a alfabetização, mas incentiva o hábito da leitura. Com maior maturidade, especialmente na adolescência, por impulso próprio, com autonomia, o jovem buscará textos da literatura mundial com personagens mais complexos, com multimotivações, aspecto que o jovem se identifica.

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  • H

    HEVERTON LUIZ VACCAO DA SILVA

    ± 2 dias

    A construção historica com versões adaptadas está disseminada não so na literatura do MEC como também no antro da adaptação que é a internet. Por exemplo no youtube, existe a historia do ratinho do campo e o ratinho da cidade uma historia grega de Esopo, que no youtube é retratado com um milharal. Não acho que seja um poblema tão somente do MEC, e sim da falta de compromisso com a Historia.

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  • J

    JOAO PYPCAK FILHO

    ± 2 dias

    O absurdo disso tudo é existir pessoas que concordem com essas "adaptações". Pesquisem e lembrem que os maiores crimes cometidos contra a humanidade começaram com "pequenas" mudanças". Esta prática do MEC é inaceitável.

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      Denis

      ± 2 dias

      Condene Walt Disney, então. Aliás, destine as tais obras "originais" ao ostracismo. Quantas pessoas vc conhece que leram as versões dos irmãos Grimm? Aposto que vc, assim como eu, só conhece as versões do Walt Disney

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    • J

      JOAO PYPCAK FILHO

      ± 2 dias

      Decio mango:Ninguém está criticando os teus ídolos, e, ver a pornografia onde ela não existe é típico de mentes conturba-das. A obra do escritor jamais deve ser alterada. Tenho o hábito da leitura e quando um autor escreve diferente daquilo que penso aceito.

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    • D

      Decio mango

      ± 2 dias

      Bom mesmo eram as adaptacoes pornograficas produzida pela esquerda

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  • P

    Pzig

    ± 2 dias

    Ao invés de se preocupar com o ensino em si, que está uma porcaria em todos os quesitos, se mexem unicamente com um tema muito questionável e que eu discordo totalmente. Quebrar tradições seculares em prol do "politicamente correto". De uma idiotice extrema.

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  • I

    IvoHM

    ± 2 dias

    E os livros já vem acompanhados do kit composto de plástico bolha + etiqueta adesiva "CUIDADO! FRÁGIL".

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  • T

    Thiago

    ± 2 dias

    Modificar estórias é parte essencial de contar estórias, nada de mal nisso. É importante preservar versões clássicas de contos de fadas, quanto mais versões melhor, mais pela História que pela estória. É fundamental que muitas versões diferentes dessas estórias entrem na educação de crianças, mas não necessariamente nessa faxa etária. Mas quando os exemplos são citados eu fico feliz de não ter filhos em idade escolar. Uma sociedade que põe suas crianças na mão de gente que escreve essas narrativas está em avançado grau de decadência, se esses são os especialistas em educação da nossa civilização a barbarie chegará logo e ñ cedo demais. Que Crom conte os mortos!!

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  • S

    Silvio César Vasconcelos de Sousa

    ± 2 dias

    O que é mais estranho disso tudo é que essa snowflakerização dessas histórias, para serem mais palataveis para as crianças, é política tanto da esquerda quanto da direita.

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  • E

    Emerson Luís

    ± 2 dias

    Cada geração de snowflakes prepara a próxima geração para ser pior ainda... Tirando os elementos simbólicos que não compreendem, os ideólogos privam as crianças de lições profundas e do desenvolvimento psíquico que promovem. Jung consideraria lamentável.

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      Jose Tucon

      ± 2 dias

      Coitado do Jung lá no Alem

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  • R

    Rocha Dias

    ± 2 dias

    As adaptações podem tirar sim a força dos simbolismos e questionamentos importantes no desenvolvimento das crianças. Torço para que não se tornem clássicos chatos e esquecidos...

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  • C

    Clarisier Azevedo Cavalcante de Morais

    ± 2 dias

    Não gosto das adaptações. Mas infelizmente isso não é novidade. Professores passam há anos adaptações lacradoras de clássicos da literatura mundial, com Cinderelas empoderadas e lobos bonzinhhos...

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  • P

    Paulo H.

    ± 2 dias

    Se é "errado"? É uma cretinice! É de uma estupidez sem precedentes.

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  • L

    LSB

    ± 2 dias

    Ridículo. E q a Cláudia “Progressista” Costin tenha gostado é tão previsível quanto afirmar q o sol irá nascer amanhã... qto à versões, por que não escolheram aquela q o lobo como a chapeuzinho??

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