i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
saúde pública

Médico é preso no Norte do Paraná por cobrar atendimentos pelo SUS

  • PorOswaldo Eustáquio,
  • 07/07/2015 12:46

O médico ortopedista André Santana Fonseca Rodrigues foi preso na manhã desta terça-feira (7). Ele foi denunciado pelo Ministério Público por cobrar indevidamente para realizar atendimento de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Santa Casa de Misericórdia em Cornélio Procópio, Norte Pioneiro do Paraná. O médico estava com o mandado de prisão decretado desde segunda-feira (6) e tentava fugir para o estado de São Paulo. A Polícia Militar prendeu o médico na cidade de Bandeirantes, a 40 quilômetros de Cornélio Procópio.

Rodrigues, de acordo com o MP, exigia a cobrança de valores para realizar cirurgias, que geralmente eram urgentes, informando aos familiares que não havia vaga disponível ou que a qualidade da operação seria pior, se não houvesse pagamento. Muitas vezes ele se recusava a atender o paciente sem a contrapartida do pagamento e também exigia valores para fornecer atestados médicos referentes a cirurgias que eram realizadas pelo SUS.

Cobrança indevida

Em novembro de 2014, Kelly Cristina Pereira dos Santos sofreu uma fratura exposta na perna em decorrência de um acidente de carro. A paciente foi encaminhada para a Santa Casa de Misericórdia, que é hospital de referência na região. De acordo com o MP, após constatar a necessidade imediata de cirurgia o médico exigiu a cobrança de R$ 2 mil, alegando que o material hospitalar era muito velho e que só faria o procedimento mediante o pagamento do valor exigido.

Como os familiares se negaram a fazer o pagamento a cirurgia não foi realizada. Kelly estava com a perna inchada, com febre e vômito. O Ministério Público oficiou a Santa Casa e dois dias depois a cirurgia foi realizada gratuitamente.

A idosa Tereza Gonçalves Miranda. Na véspera do Natal, ela sofreu uma queda e teve fratura exposta no punho esquerdo. Ela fez cirurgia na Santa Casa e recebeu alta no dia 26 de dezembro. O médico pediu para que ela fosse a seu consultório particular e disse que o procedimento tinha que ser realizado novamente para colar um pino no braço. Rodrigues informou que o procedimento seria realizado pelo SUS, mas exigiu o pagamento de R$ 2 mil.

O valor seria para que o médico encontrasse uma vaga para a paciente e para o pagamento do anestesista. Ele pediu ainda que o dinheiro fosse entregue em seu escritório particular, de acordo com o MP. Em depoimento ao órgão, familiares de Tereza informaram que tiveram que fazer um empréstimo para pagar o valor exigido. Todavia, conforme demonstrativo, o procedimento foi totalmente custeado pelo SUS no valor total de R$ 529.

A reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com o escritório Amaral & Associados, responsável pela defesa de André Santana Fonseca Rodrigues, mas até o fechamento desta reportagem os advogados não quiseram se manifestar sobre o assunto.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.