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Protagonismo

Empresas assinam carta de princípios ambientais

Aproximadamente 500 pessoas participaram da elaboração de um documento com ações para tornar o país melhor até 2050

  • Katia Brembatti
 
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Uma reflexão sobre o que o empresariado pode fazer para tomar a frente no processo de tornar o Brasil um país melhor daqui a quatro décadas é a base de uma carta de princípios elaborada em parceria por 74 dentre as maiores empresas do Brasil. O documento Visão Brasil 2050 é uma versão adaptada à realidade nacional, mas que segue as diretrizes de uma edição semelhante com abrangência mundial. O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) promoveu a discussão, que resultou em pilares – mais do que medidas objetivas – que devem ser respeitados pelas empresas que pretendem se preocupar desde hoje com o futuro.

Além de ações que dependem exclusivamente das empresas, há atitudes que estão ligadas a políticas públicas. Como sugestões que envolvem renúncia fiscal, com isenções de impostos sobre produtos industrializados (IPI) que apresentem tecnologias mais eficientes, orientadas para o baixo carbono.

Outras recomendações apontam para subsídios e incentivos fiscais para a construção de parques eólicos, produção de biomassa e pequenas centrais hidroelétricas, além de critérios que assegurem a proteção da biodiversidade nos processos de compras públicas.

Aproximadamente 500 pessoas contribuíram para a elaboração do documento. "Estamos trabalhando também com um horizonte mais próximo, com algumas metas a serem alcançadas já em 2020. Nenhuma empresa vai sobreviver num ambiente falido", alerta Marina Grossi, presidente do CEBDS.

Ela reconhece que persiste a ideia do empresário que só se importa quando avalia o viés econômico-financeiro. "E aí que é importante o governo entrar", diz. Se as regras públicas não são claras e para todos, a empresa que está fazendo certo sofre com a concorrência desleal.

Oportunidade

David Canassa, diretor corporativo de Planejamento e Gestão da Votorantim, revela que há empresários em três estágios diferentes: os que têm princípios e agem conforme essas diretrizes, os que começam a copiar atitudes que já foram implementadas e os que percebem problemas e são obrigados a se adaptar. Ele destaca que as empresas que souberem aproveitar as oportunidades desse momento certamente estarão vivas e fortes em 2050.

Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, concorda que as empresas que estarão avante são as que deixam de ver o cenário de mudanças na gestão ambiental como ameaça. "Há as que atendem à legislação, mas são meramente reativas. Outras obedecem à lei e ainda buscam soluções. E há ainda as que estão à frente, integrando a sustentabilidade em suas estratégias. Não é o grupo maior, mas é o mais influente", comenta.

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