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Secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton discursa na Rio+20 | REUTERS/Paulo Whitaker
Secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton discursa na Rio+20| Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, encerrou nesta sexta-feira seu discurso na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, por volta das 11h45. Hillary disse que os Estados Unidos são um país que assegura os "direitos reprodutivos" da mulher de escolher quando quer ter filhos.

"Os EUA vão continuar trabalhando para assegurar que esses direitos sejam respeitados", disse. Ela acrescentou que apoia as ações dirigidas à expansão de oportunidades às mulheres e que país rico é aquele que trabalha com a inclusão social.

O termo, que constava no documento final da Rio+20 entregue aos chefes de Estado e de governo, foi trocado pelo Brasil por pressão do Vaticano. Em seu lugar, entrou "saúde reprodutiva", referindo-se ao direito de acesso a métodos de planejamento familiar.

A presidente Dilma Rousseff foi, inclusive, criticada abertamente pela ex-premiê da Noruega Gro Harlem Brundtland e pelo movimento feminista durante o fórum "O Que as Mulheres Querem", ontem.Em contrapartida, a presidente pediu a palavra para dizer que o documento não foi feito para agradar a um setor específico.Fundo de US$ 20 mi para a África

Clinton também anunciou nesta sexta a criação de um fundo de US$ 20 milhões para projetos de energia limpa na África que ficará aberto à contribuição de empresas privadas. A notícia foi dada durante uma entrevista à imprensa no Rio.

"A energia limpa gera novos trabalhos e apoia a educação. Muitas pessoas de diversos lugares da África não têm acesso a eletricidade tradicional", disse a secretária.

O fundo, que beneficiará principalmente pequenas e médias empresas, é um mecanismo financeiro no qual participam o Departamento de Estado, a agência de Comércio e Desenvolvimento (USTDA) e a companhia de investimento privado no estrangeiro (OPIC).

Hillary ainda convidou o setor privado a contribuir para este fundo, que pretende fornecer segurança energética às famílias e negócios em todo o continente africano."Reconhecemos que sozinho os governos não podem solucionar o problema (do desenvolvimento sustentável), por isso apostamos em uma forte associação com o setor privado e com a sociedade civil", afirmou.

Segundo um comunicado, a contribuição de US$ 20 milhões deve ser aprovada pelo Congresso americano.

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