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traficantes de animais

Tráfico de espécies ameaçadas usa mesma rota da droga da América Latina

A Espanha é um ponto importante para a entrada de espécies protegidas vindas da América Latina rumo a países da Europa

  • Porefe
  • 01/01/2014 08:10

O tráfico ilegal de espécies ameaçadas está utilizando as mesmas rotas do tráfico de droga para sair da América Latina rumo à Espanha e, inclusive, alguns narcotraficantes já estão mudando seus negócios pelo de animais exóticos, muito mais lucrativo e menos arriscado.

A Espanha é um ponto importante para a entrada de espécies protegidas vindas da América Latina rumo a países da Europa, explicou à Agência Efe o capitão do Serviço de Proteção da Natureza da Guarda Civil, Salvador Ortega.

O tráfico ilegal de animais é "muito lucrativo" e a tendência é que não diminua, pois ele "continua acontecendo muito".

Os traficantes de animais utilizam "as mesmas rotas da droga e alguns deles passaram a atuar somente no comércio de espécies exóticas", já que o risco é "mínimo", a infração é considerada leve (se comparada a do tráfico de drogas) e é mais lucrativo, conforme explicou Ortega.

Transportar um pequeno ovo, por exemplo, não levanta suspeita. Mas dentro do dele se esconde uma determinada espécie de papagaio que pode custar mais de 15 mil euros (cerca de R$ 48.700). As espécies mais comuns neste tipo de comércio são as de répteis e anfíbios, tartarugas e papagaios.

Outro mercado negro que a Guarda Civil tenta inibir com sucessivas campanhas anuais de inspeção, é o da distribuição irregular dos cachorros de raça, que resultou no "fechamento de muitos estabelecimentos, enquanto outros melhoraram bastante".

O preço dos bichos criados nas chamadas "fábricas de animais de estimação", localizadas, sobretudo, na Eslováquia, República Tcheca e Hungria, é similar ao que se pode comprar em um criador certificado, mas foi adquirido pelo vendedor por, no máximo, 40 euros (cerca de R$ 130).

"Muitos destes animais morrem durante o transporte ilegal, já que vêm em péssimas condições sanitárias e são menores do que o permitido pela a norma europeia (três meses e 21 dias)", acrescentou o capitão.

Parte do negócio consiste em que "estas pessoas os têm por muito pouco tempo e, como isso, economizam tanto em alimentação como em vacinas para os cachorros".

"É um problema que foi além, porque é cada vez mais fácil comprar os animais de estimação através da internet. Anteriormente, muitos desconfiavam da internet e preferiam comprar o cachorro diretamente em um local autorizado".

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