O garoto Cristiano Soares, de 2 anos, desapareceu no dia 25 de novembro em Santo Antônio da Platina, o Norte Pioneiro | Arquivo da família/reprodução
O garoto Cristiano Soares, de 2 anos, desapareceu no dia 25 de novembro em Santo Antônio da Platina, o Norte Pioneiro| Foto: Arquivo da família/reprodução

O menino Cristiano Soares, de 2 anos, desaparecido há 15 dias, pode estar sendo mantido escondido em uma aldeia indígena na região de Londrina, no norte do Paraná, pelo próprio avô, de acordo com o delegado Tristão Borborema de Carvalho Filho, que comandou até esta segunda-feira (9) as investigações. De agora em diante, quem assume o caso é a Polícia Federal e o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride).

Segundo o delegado, há indícios suficientes de que o próprio avô do menino teria raptado a criança e a levado para a aldeia Apucaraninha, em Tamarana, na Região Metropolitana de Londrina, onde ele vive.

Cristiano Soares desapareceu da casa onde morava com os pais, em uma propriedade rural em Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro, no dia 25 de novembro. Desde então, a Polícia Civil e o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) investigam o paradeiro da criança.

A mãe do menino, a dona de casa Glaciele Marcolino, 19, chegou a ser presa temporariamente depois de ter caído em contradição em depoimentos informais que prestou, mas na quinta-feira, 5, ela foi colocada em liberdade pela Justiça depois de ficar 10 dias presas cumprindo prisão temporária. A polícia chegou a solicitar a prisão preventiva da mãe, mas o pedido também foi negado. Para Carvalho Filho não restam dúvidas da participação do avô da criança, que não teve a sua identidade revelada, no crime. Segundo o que a polícia conseguiu descobrir em duas semanas de investigações, o pai de Glaciele Marcolino esteve na região onde a filha e o neto moram dias antes do desaparecimento, e fazendo perguntas sobre a rotina do menino.

O delegado confirmou que conseguiu permissão da Fundação Nacional do Índio (Funai) e dos líderes da aldeia em Tamarana para procurar o menino na área, mas o garoto não foi encontrado, assim como o avô. Carvalho Filho revelou ainda que quando esteve na aldeia, ele e sua equipe chegaram a ser hostilizados pelos indígenas que vivem no local.

"Começamos a investigar três linhas. Mas ao longo do trabalho descartamos outras duas possibilidades que não se confirmaram. No entanto, a cada dia surgiam novos indícios da participação do avô", disse o delegado.

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