Soldado vigia aduana: presença do Exército na fronteira poderá ser prorrogada | Christian Rizzi/Gazeta do Povo
Soldado vigia aduana: presença do Exército na fronteira poderá ser prorrogada| Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo

Foz do Iguaçu - Cerca de 700 militares do Exér­cito reforçam desde ontem a fiscalização nos principais pontos de fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina. Diferentemente das outras sete edições, neste ano a mobilização de combate ao contrabando, ao tráfico de drogas e de armas e aos crimes ambientais acontece apenas no Paraná, com reflexos no Mato Grosso do Sul e em Santa Catarina. A Operação Fronteira Sul I-2010 conta com apoio da Aero­náutica, da Marinha, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Força Verde e da Re­­ceita Federal.

As barreiras estão concentradas nos postos da Polícia Ro­­doviária, na praça de pedágio em Santa Terezinha de Itaipu e no barracão da Receita Federal, em Medianeira, todos na BR-277. As tropas farão incursões também nas estradas rurais da re­­gião, na Ponte da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, no Paraguai, e na Ponte Tancredo Neves, ligação com Puerto Iguazú, na Argentina. Também haverá ações no Lago de Itaipu, importante corredor usado pelas organizações criminosas. Outras bases estão sendo montadas em Guaíra e Santa Helena, às margens do reservatório, e em Francisco Beltrão, no Sudoeste do estado.

Realizada pela primeira vez em 2006, a operação é promovida pelo Comando Militar Sul, com sede em Porto Alegre (RS), e tem ainda a participação de servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renová­veis (Ibama). O exercício faz parte do treinamento das tropas e busca auxiliar os órgãos de repressão que atuam no combate aos crimes transnacionais. As vistorias a ônibus, automóveis e caminhões que circulam pela região rumo a outras regiões do país seguem até sexta-feira.

Como adiantou o porta-voz da operação, coronel Marcelo de Oliveira Santos, caso haja necessidade a presença do Exército nos principais pontos da fronteira pode se estender por um período maior que o previamente estipulado. "Além da atuação na repressão dos crimes, será realizada junto à comunidade local uma ação cívico-social. Com a parceria de diversas entidades, ofereceremos atendimento médico, triagem odontológica e trabalhos de assistência social", disse Santos. As abordagens a pessoas e veículos serão realizadas durante todo o dia e à noite.

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