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Chile

Mineiro preso no Chile já viveu nas ruas do Brasil, diz esposa

Grupo de 33 homens está preso há 300 metros de profundidade. Cartas dos mineiros levam mensagens à família e até pedido de casamento

  • PorG1/Globo.com, com informações do Fantástico
  • 29/08/2010 20:15

Mário Gomez, um dos 33 mineiros presos a 300 metros de profundidade em uma mina no Chile, já morou no Brasil. Quem afirma é Dona Lilian, esposa do trabalhador de 63 anos que é líder espiritual do grupo de mineiros.

Ela diz que o marido contava sempre que era um país bonito, mas que ele sofreu muito. Viveu dois meses nas ruas, usando papelão como cobertor, até encontrar emprego num navio e voltar pra casa, e para as minas.

"Meu marido é uma pessoa muito, muito doce, faz tudo com muito respeito, pede as coisas com muito respeito, e são os anos de experiência é o que está fortalecendo tanto ele quanto os outros. A primeira vez que ele entrou numa mina, tinha 12 anos e agora tem 63. É muito tempo de experiência", descreve Dona Lilian, esposa de Gomez.

Nas cartas que chegam do fundo da terra, relatos do acidente, provas de força, declarações de amor e até um pedido de casamento.Um desabamento bloqueou a galeria de acesso da mina em Copiapó, a 800 km de Santiago, no norte do Chile, após um desmoronamento no dia 5 de agosto., a 300 metros de profundidade. Uma pedra de 700 toneladas no meio do caminho. Foram 17 dias de silêncio. Até que, domingo passado (22), um bilhete chegou: "Estamos todos bem no refúgio, os 33". A celebração ecoou pelo país.

Mais velho do grupo, foi Gomez o autor do bilhete que pôs fim ao silêncio, indicando que todos os mineiros estavam vivos, após passarem as mais de duas semanas em um refúgio de 50m², alimentando-se apenas com algumas latas de peixes, geleia de pêssego e leite estocados.

Dona Lilian diz que ele comentava sempre que a mina estava perigosa, que tinha medo, porque poderiam ficar presos a qualquer momento.

A companhia mineradora estava quase falida e há anos conseguia continuar funcionando sem condições de segurança.

A chaminé de ventilação não tem a largura necessária para servir de rota de fuga.

Logo, cada mineiro vai ter dois minutos por dia para conversar direto com sua família. Até agora, são as mensagens, que vem dos tubos, batizados de pombo correio, que garantem que o essencial foi dito.

Nas cartas que chegam do fundo da terra, relatos do acidente, provas de força, declarações de amor e até um pedido de casamento.

Jessica mal conteve a euforia ao ler sozinha o bilhete de Esteban, que diz: "quando eu sair, compramos o vestido, e nos casamos".

Resgate lento e atrasado

O ministro da Mineração do Chile, Laurence Golborne, informou neste domingo que o início das operações de perfuração do túnel para os resgate dos 33 mineiros sofrerá um atraso de 12 horas e começará na tarde da segunda-feira.

A máquina perfuradora de 30 toneladas, a Strata 950, já está montada em cima do abrigo onde estão os mineiros. Mas, ainda falta a chegada de uma parte do motor, que está na Alemanha e o transporte desta peça é demorado.

Na ponta de um cano, há um equipamento que faz a escavação, primeiro em uma largura pequena e depois refaz o percurso até chegar ao diâmetro de 70 centímetros.

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