Ministério da Cultura sugere instituir o Dia do Hip-Hop no Brasil em 11 de agosto.| Foto: Arte/Gazeta do Povo com Midjourney
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O Ministério da Cultura (MinC) vai promover uma audiência pública nesta quarta-feira (9) para ouvir a população sobre a chance de instituir o 11 de agosto como o Dia do Hip-Hop no Brasil, por meio de um projeto de lei.

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O objetivo da audiência, segundo a pasta, é "possibilitar que a sociedade apresente opiniões, sugestões, críticas e informações a respeito da importância da valorização da cultura hip-hop, contribuindo com o projeto de lei". Na divulgação do evento, a pasta sugere ser favorável à proposta.

"A comemoração do Dia do Hip-Hop e da Semana de Valorização da Cultura Hip-Hop visa o desenvolvimento de uma agenda colaborativa de iniciativas para promover ações e programas da administração pública federal e entes federados para dar visibilidade, fomentar e difundir esta cultura em todo o país", afirma.

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O MinC também deve assinar um decreto nos próximos dias com uma série de ações para promover o hip-hop no país. O Brasil pode ser o primeiro país no mundo a ter um decreto do tipo.

A iniciativa, segundo a pasta, tem o objetivo de comemorar os 50 anos do nascimento do hip-hop. Há ainda a intenção de criar uma Semana de Valorização da Cultura Hip-Hop.

Há algumas semanas, o presidente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, recebeu de membros da cultura hip-hop um pedido para transformar o gênero musical em patrimônio imaterial do país.

Atualmente, gêneros musicais como samba, frevo, carimbó, maracatu e forró são patrimônios imateriais do Brasil. O sertanejo não está na lista.

Com hip-hop, governo Lula destaca de novo ruptura com gestão anterior

A audiência para a promoção do hip-hop é mais um sinal de como o atual governo pretende romper com a gestão anterior também no campo da cultura.

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Em março, o Ministério da Cultura derrubou um decreto de 2021 do governo Bolsonaro que fazia menção explícita à arte sacra entre as áreas financiáveis pela Lei Rouanet.

Na versão de Jair Bolsonaro, a regulamentação previa que um representante da arte sacra e outro das belas artes deveriam estar presentes na comissão que julga os projetos beneficiados pela Lei Rouanet. A mudança feita pela pasta da gestão petista não exclui a possibilidade de que representantes desse segmento sejam indicados.