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APAGÃO

Montadoras apertam a produção após blecaute

VW é a mais afetada e deixou de produzir 1,5 mil carros e 800 motores. GM não revelou os prejuízos causados pelo apagão da terça-feira

O apagão que aconteceu na última terça-feira (10), às 22h14, afetou algumas fabricantes de veículos no Brasil, mas não chegou a comprometer gravemente a produção nacional. No entanto, muitas empresas terão de acelerar a produção para compensar as perdas.

A montadora que mais sofreu com o blecaute foi a Volkswagen, que opera em três turnos nas linhas de automóveis em São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR). De acordo com a empresa, as linhas deixaram de produzir 1,5 mil carros e 800 motores.Ainda não há posição oficial da Volkswagen em relação aos prejuízos gerados e como as fábricas conseguirão recuperar o volume previsto de produção para o mês. Como as unidades fabris da montadora trabalham em três turnos e aos sábados, aumentar a produção para compensar as perdas fica mais difícil.

Já a planta da Fiat em Betim (MG) ficou apenas 45 minutos sem energia elétrica. Segundo a companhia, apenas 185 unidades deixaram de ser feitas, em um total de 3 mil veículos produzidos por dia. A montadora afirma que a área mais prejudicada foi a de pintura, que depende de equipamentos eletrônicos.

A Honda ficou paralisada por quatro horas e meia. Nesse período, 130 carros deixaram de ser produzidos durante o terceiro turno, mas a montadora não se prontificou sobre o que será feito para recuperar essa perda. Segundo a companhia, houve também pequenas panes na área de fundição e solda, que já foram resolvidas. Outro prejuízo foi o sucateamento de alguns chassis que pararam dentro do tratamento de pintura durante o apagão.

A interrupção do fornecimento de energia aconteceu no fim do segundo turno da PSA Peugeot Citroën, com planta em Porto Real (RJ). Por esse motivo o terceiro turno que iniciaria as atividades às 22h51 não chegou a trabalhar e o grupo deixou de produzir 60 carros das duas marcas. Assim, o volume afetado será redistribuído ao longo do mês para recuperar o volume.

No caso da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo (SP), será preciso redistribuir a produção perdida ao longo do mês, mas sem a necessidade de turnos extras. Mesmo assim, a empresa considera o prejuízo do apagão "superficial". A fábrica foi afetada apenas por uma hora e meia, no final do turno B, que teve início às 15h e terminaria às 24h. O período perdido representa 0,5% do total de hora no mês inteiro.

Renault, Nissan e Ford não foram afetadas porque as fábricas localizadas na região onde ocorreu o apagão não operam à noite. A General Motors, com fábricas nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, não quis falar sobre o assunto.

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