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Moradia popular em Curitiba segue padrão vertical

Devido ao alto preço dos terrenos e à falta deles, prefeitura otimiza construções da Cohab com prédios de até quatro pavimentos

  • PorFernanda Trisotto
  • 13/01/2014 21:05

30% do previsto para os quatros anos foram concluídos

O programa habitacional de Curitiba entregou 4.190 casas populares em 2013. Além disso, outras 972 estão em fase de finalização. Isso representa que 30% do plano de governo proposto por Gustavo Fruet (PDT) para a área já foi cumprido. Ainda em 2014, está prevista a contratação de mais cinco mil unidades habitacionais. Com isso, os investimentos no setor passam de R$ 500 milhões e a prefeitura pode cumprir 60% do plano ainda na metade da gestão.

Segundo Fruet, a prioridade é resolver a situação das famílias que vivem em áreas de risco, principalmente na beira de rios. No ano passado, foram atendidas 1.312 famílias nessa situação, de 43 diferentes vilas da cidade.

A outra fatia da população com atendimento prioritário foi a fila da Cohab, nos dois segmentos públicos criados pelo programa MCMV. O primeiro segmento, chamado de faixa 1, é formado por famílias com renda de até R$ 1,6 mil mensais e representou 1.142 do atendimento à fila no ano passado. As outras 2.496 unidades foram entregues a famílias com renda entre R$ 1.601 e R$ 3.275, que se enquadram na faixa 2 do programa.

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O objetivo da gestão Fruet é chegar até 2016 com a construção de 15 mil unidades habitacionais populares. Segundo o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues, isso deve representar um investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão.

O preço e a disponibilidade de grandes terrenos em Curitiba estão mudando o panorama na moradia popular na capital. A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) está deixando de fazer as tradicionais casas e optando por pequenos prédios, de até quatro pavimentos. No ano passado, quando foram entregues 4.190 unidades habitacionais, 3.360 eram em edificações, o que corresponde a 80%.

"Como Curitiba tem uma limitação de área e o preço do terreno está cada vez maior, nós estamos permitindo, com o apoio da Caixa, projetos residenciais com o mesmo padrão das moradias térreas, mas para que tenha boa utilização dos terrenos disponíveis", explica o prefeito Gustavo Fruet (PDT). Para as 2.631 unidades em obra, a proporção é ainda maior: 2.324 são apartamentos, quase 90% do total.

O presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues, diz que essa tendência de verticalização das moradias populares também tem relação com a necessidade de otimizar os espaços para acomodar mais famílias. A opção da Cohab é por prédios de até quatro pavimentos, que dispensam a necessidade de elevadores, e diminuem os custos para quem viverá no local. Isso ocorre porque a preferência para ocupação desses imóveis é de famílias que se encaixam na faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com renda de até R$ 1,6 mil mensais, ou para aqueles que vêm de reassentamentos, deixando áreas de risco.

Apesar da nova tendência habitacional, as casas ainda não deixaram de ser produzidas. Rodrigues explica que isso ocorre principalmente em casos de reassentamento, em que a forma como aquelas famílias vivem não permite com que sejam colocadas em edifícios. "Ainda temos produção de casa térrea, mas em um número menos expressivo do que nos últimos anos", pontua.

Novos empreendimentos

Duas novas obras de habitação que estão sendo iniciadas neste mês em Curitiba seguem o novo padrão. O residencial Theo Atherino, no Tatuquara, terá 240 apartamentos de dois quartos voltados para as famílias que estão na fila da Cohab e se inserem na faixa 1 do MCMV. Outro empreendimento é o Residencial Esperança, com 80 apartamentos, no Parolin. O condomínio será ocupado por famílias que moram em situação de risco. Nos dois casos, o custo de cada unidade habitacional será de R$ 67 mil, mas as famílias terão subsídios para a compra.

As obras estão próximas a escolas, creches e postos de saúde. Segundo Rodrigues, essa é uma preocupação crescente da Cohab. "Para as novas contratações, a gente tem usado esses equipamentos comunitários como itens de série", comenta. Dependendo do tamanho do empreendimento, há necessidade de mais apoio, como a implantação de armazéns da família, a mudança em linhas de transporte e também uma reavaliação da segurança pública da região.

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