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Moradores protestaram contra as enchentes frequentes | Diego Ribeiro / Gazeta do Povo
Moradores protestaram contra as enchentes frequentes| Foto: Diego Ribeiro / Gazeta do Povo
  • O morador João Alvarenga usou uma enxada para limpar a casa
  • A enchente destruiu móveis
  • O barro tomou conta das casas
  • Moradora mostra até onde a água chegou
  • O temporal deste sábado foi a causa da enchente

Cerca de quarenta famílias da Rua General Carneiro, no Jardim Paloma, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, passaram o domingo (3) limpando suas casas e tentando recuperar móveis e eletrodomésticos danificados pela quarta enchente em apenas três meses. Segundo os moradores, A chuva forte ocorrida no sábado (2) alagou toda a rua em 20 minutos. Por isso, vários vizinhos se reuniram e fecharam a Rua Cerro Azul, uma das principais do bairro, para protestar contra o descaso da administração municipal de Colombo. Eles mantiveram a via fechada, queimando pneus e galhos, por quase quatro horas.

A manifestação foi dispersada pela Polícia Militar (PM) por volta das 18 horas. De acordo com os moradores, um assessor parlamentar da Câmara Municipal de Colombo apareceu na manifestação e prometeu tentar resolver o problema. No entanto, se a prefeitura da cidade não ajudar os moradores até sexta-feira (8), eles prometem voltar a fechar a Rua Cerro Azul. PerdasSegundo o morador João Alvarenga, 84 anos, a situação na noite de ontem foi grave. Ele conta que, após o temporal, sua mulher, de 75, e a bisneta, de um ano, tiveram que subir no teto da casa onde eles moram, para se protegerem da água, que ameaçava romper o muro. Alvarenga perdeu a maior parte de seus móveis. "A chuva pegou a gente de surpresa. A água chegou arrebentando tudo", conta Alvarenga.

Atrás da residência de Alvarenga, mora o autônomo Rogério Tadeu Torquato, 57 anos. "A água foi tão forte que rompeu o muro", relata. O marceneiro Venuto Mendes Cordeiro, 56, teve o carro levado pela água. "Trabalhamos até agora para limpar tudo", ressalta.

CausasAs famílias da Rua General Carneiro moram ao lado de um córrego, que sempre transborda com a chuva forte. Alguns moradores acreditam que há duas causas a tantos alagamentos constantes. Um dos motivos seria a liberação de água represada de um tanque de peixe, localizado na Colônia Faria, próximo dali.

Para não sobrecarregar o tanque, o proprietário abriria a represa. A água desceria forte no córrego da rua. Além disso, o córrego, reclamam os moradores, é raso e com manilhas muito pequenas, que não seguram a agua em dia de temporal. De acordo com os moradores, se a prefeitura melhorar a manutenção do córrego, mesmo com o excesso de água, nada ocorreria. A reportagem não conseguiu localizar um representante da prefeitura para comentar o caso.

Veja fotos da enchente

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