
Os acidentes nas rodovias do Paraná tiraram a vida de 1.526 pessoas entre janeiro a setembro deste ano. O número, apesar de alto, é 19% menor se comparado ao mesmo período no ano passado, quando houve 1.880 óbitos. A oscilação no número de vítimas fatais, no entanto, não foi uniforme entre os municípios do estado: na região noroeste, principalmente, algumas áreas apresentaram aumento expressivo nos índices, segundo levantamento do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR).
Em todo o estado, porém, o número de homicídios culposos (sem intenção de matar) no trânsito caiu em 19 das 23 microrregiões, as chamadas Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp). As maiores reduções foram registradas nas regiões de Jacarezinho (-46%), Francisco Beltrão (-44%) e Curitiba (-39%). A capital paranaense, isolada, teve queda de 22%.
Por outro lado, as áreas com maior taxa de mortes nas rodovias estão concentradas no Noroeste do Paraná. Paranavaí (56%) e Umuarama (55%) foram campeãs de aumento em relação ao levantamento anterior. Em terceiro lugar aparece a microrregião de Apucarana, na região Norte, com 36% de acréscimo.
Curitiba
Até setembro, 142 pessoas morreram em acidentes de trânsito na capital paranaense. A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) liderou com folga o ranking de bairros, com 27 óbitos. Em segundo lugar aparece o Centro, com 10 vítimas fatais registradas. Dos 75 bairros do município, 31 ainda não tiveram mortes no trânsito em 2013 (41% do total).
No final de setembro, a PM divulgou dados do Boletim de Acidentes de Trânsito Eletrônico Unificado (Bateu), que apontaram o cruzamento entre a Avenida Victor Ferreira do Amaral e a Linha Verde, no bairro Tarumã, como o mais perigoso para motoristas. Até o dia 15 de agosto, apenas este local registrou 28 acidentes no período.
Causas
O Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) considera que a redução do número de mortes no trânsito no estado se deve à maior rigidez da Lei Seca. Regulamentada em janeiro, a mudança reduziu a tolerância ao nível de álcool detectado nos condutores, além de aumentar o valor da multa e ampliar a gama de indícios que podem servir como prova contra motoristas embriagados. Se antes o bafômetro era a única forma de confirmar a embriaguez, agora a polícia também pode punir o condutor com base em testemunhas, vídeos e fotos, por exemplo.
"O novo rigor da Lei Seca permitiu fiscalização mais efetiva, que se refletiu em queda real das mortes no trânsito. Vamos continuar com as fiscalizações, para que a lei não caia no esquecimento", afirmou o tenente Ismael Veiga, do BPTran, em nota enviada à imprensa.
A ingestão de bebidas e a imprudência ao volante são os principais motivos de mortes na estrada, segundo Veiga. "Do total de acidentes, 30% tem alcoolemia envolvida. Entre aqueles mais graves, acima de 60% registram motoristas que ingeriram bebida alcoólica antes de dirigir. Muitas mortes também ocorrem quando o motorista avança o sinal vermelho", explicou o tenente.
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