Os irmãos Paulo Ferreira Fortunato, 25 anos, e Ana Paula Fortunato, 18 anos, tentam completar as sete etapas cadastrais desde o dia 23 de fevereiro, quando o SisFies passou a aceitar novas solicitações – até então, o sistema recebia apenas pedidos de aditamento de contratos antigos. Se não conseguirem finalizar o cadastro, ambos terão de trancar suas matrículas e quitar a dívida contraída com a universidade – cerca de R$ 8 mil no total.

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A situação de Ana é ainda mais crítica, pois a estudante conseguiu completar seu cadastro no dia 11 de março. No entanto, após encaminhar os documentos à universidade na qual cursa o primeiro semestre de Direito, foi informada de que havia divergência entre o valor da semestralidade preenchido e o valor efetivamente financiado – ela havia informado o valor de R$ 7.608,00 enquanto o montante a ser financiado era de R$ 7.607,96. Por causa disso, o contrato não foi concluído e ela teve de recomeçar o processo de inscrição.

Consultada, a universidade informou que, por uma questão burocrática, qualquer divergência entre valores pode gerar conflito com a fonte pagadora e, por isso, não gerar o contrato de financiamento. “Agora, só por um milagre”, diz Ana Paula, que pretende começar a trabalhar para conseguir quitar as mensalidades cobradas desde janeiro. “Nós assinamos um termo de compromisso no momento da matrícula, de que faríamos Fies, mas sem o financiamento, não temos como cursar”, explica Paulo, que pretende começar a trabalhar para pagar as mensalidades devidas à universidade. (CP)

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