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Cárcere privado

Nayara afirma que não houve tiro antes da invasão

Depoimento da adolescente diverge da versão dos policiais, que afirmam ter explodido a porta após um disparo

  • PorAgência Estado e Folhapress
  • 22/10/2008 21:02
Nayara recebeu alta ontem e saiu do hospital acompanhada pelos pais | Éder Medeiros/Folhapress
Nayara recebeu alta ontem e saiu do hospital acompanhada pelos pais| Foto: Éder Medeiros/Folhapress

Mãe de Eloá espera que repercussão ajude marido

São Paulo - A repercussão do caso Eloá, na avaliação da família da adolescente, pode ajudar na defesa do seu pai, Everaldo Pereira dos Santos, acusado pela polícia de Alagoas de participar do assassinato do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), em 1991, e de outros crimes.

Leia a matéria completa

São Paulo - Testemunha ocular da tragédia do ABC paulista, em seu primeiro depoimento após o assassinato de Eloá Cristina Pimentel, Nayara, de 15 anos, revelou ontem que ela e a amiga só foram baleadas por Lindemberg Alves depois que policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) detonaram os explosivos colados na porta do apartamento. O relato diverge da versão apresentada pelo comando da Polícia Militar, de que a invasão só ocorreu porque o Gate ouviu um tiro vindo de dentro do cativeiro.

Ela afirma "taxativamente", segundo a Polícia Civil, que os tiros ocorreram depois que a porta explodiu. "O Lindemberg, segundo a versão da Nayara, não deu nenhum tiro por volta das 18 horas. Ela (que estava no chão, em um colchonete, do lado direito de Eloá), relatou que ouviu uma explosão, teve um susto e ouviu dois tiros e não se lembra de mais nada", diz o seccional de Santo André, Luís Carlos dos Santos.

Outras duas testemunhas, vizinhos do apartamento, ouvidas na noite de terça-feira, relataram "um estampido", como de um tiro, por volta das 18 horas. As versões conflitantes agora deverão passar pelo crivo do Instituto de Criminalística (IC), que periciou o apartamento.

Durante mais de quatro horas de depoimento, Nayara também esclareceu as circunstâncias de seu retorno ao apartamento. Disse ter sido procurada por PMs em sua casa e, mesmo sem o aval dos pais, aceitou voltar ao CDHU Jardim Santo André, o que também vai contra a versão do Gate, de que Nayara estava acompanhada pela mãe na ocasião.

Indenização

Contratado para representar Nayara, o advogado Ângelo Carbone pretende pedir até R$ 2,5 milhões de indenização ao estado de São Paulo. Ele disse que Nayara foi colocada em risco. Para o advogado, a invasão dos policiais do Gate também contribuiu para que a garota fosse ferida. O governo estadual teme que o pedido de indenização contamine o depoimento de Nayara, que seria orientada a construir o argumento de que a polícia errou.

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