Oficiais carregam o caixão com o corpo do arquiteto| Foto: Agência Estado

Ao som de "Carinhoso" e da Internacional, o corpo do arquiteto Oscar Niemeyer foi enterrado às 18 horas de ontem, diante de mais de 400 pessoas. Além de parentes e amigos, admiradores e curiosos acompanharam o sepultamento, no Cemitério São João Batista, na zona sul do Rio.

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A música de Pixinguinha foi tocada pela Banda de Ipanema, da qual Niemeyer era patrono, e o hino dos comunistas, cantado por velhos companheiros de militância do arquiteto. Niemeyer morreu na noite da última quarta-feira (05), aos 104 anos.

O enterro aconteceu depois de quase nove horas de velório, no Palácio da Cidade. O palácio foi aberto ao público entre 8h30 e 16 h. Antes da saída do caixão, às 17h15, cerca de 150 pessoas assistiram a um culto ecumênico.

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A viúva, Vera Lúcia, ficou ainda mais emocionada quando, de mãos dadas, o público cantou a música "Suíte do Pescador", de Dorival Caymmi, puxada pelo pastor luterano Mozart Noronha.

Entre as muitas coroas de flores que homenagearam Niemeyer, militante comunista desde a juventude, destacavam-se as enviadas pelos irmãos Fidel e Raul Castro.

Viúva do líder comunista Luiz Carlos Prestes, Maria Prestes levou uma bandeira com a foice e o martelo. A genialidade do arquiteto foi destacada pelos colegas. "Já tem alguém que pode redesenhar a Via-Láctea", brincou o ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná Jaime Lerner.