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"A nega é minha, ninguém tasca, eu vi primeiro". Com esse trecho da letra da música "Ninguém Tasca (O Gavião)", do sambista Pedrinho Rodrigues, um juiz do 1.º Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro negou a indenização que um policial pedia para o amante da mulher. Não contente, o juiz ainda chamou o policial de "corno solene". "Um dia o marido relapso descobre que outro teve a sua mulher e quer matá-lo – ou seja, aquele que tirou sua dignidade de marido, de posseiro, e o transformou num solene corno", sentenciou o magistrado. Procurado pela imprensa, o juiz disse que não teve a intenção de ofender o marido traído, mas apenas de fundamentar sua decisão.

Em Cuiabá (MT), um juiz da Vara de Sucessão e Famílias usou a letra da música "Baba Baby", sucesso na voz da cantora Kelly Key. Em sua decisão contra um plano de saúde que havia se recusado a prestar tratamento a uma segurada, o magistrado disse que "a própria Carta Magna" é quem cantava o trecho "Isso é para você aprender a nunca mais me esnobar".

Flamengo e BBB

Em 2009, um juiz do 2.º Juizado Especial Cível de Campos (RJ) causou polêmica ao julgar uma ação de um consumidor que pedia uma indenização por ter comprado uma televisão com defeito. Ao determinar que a loja indenizasse o consumidor em R$ 6 mil, ele se referiu às "gostosas do Big Brother".

"Sem ele [o aparelho de tevê], como o autor poderia assistir às gostosas do Big Brother, ou o Jornal Nacional, ou um jogo do Ame­ricano x Macaé, ou principalmente jogo do Flamengo, do qual o autor se declarou torcedor?", questionou o magistrado na sentença. Ele ainda ironizou os outros times do Rio. "Se o autor fosse torcedor do Fluminense ou do Vasco, não haveria a necessidade de haver televisor, já que para sofrer não se precisa de televisão".

Em outra sentença digna de registro, um juiz do Trabalho de Salvador (BA) citou "barbudos famosos" para condenar um banco que havia proibido seus funcionários de usarem barba. Entre os famosos estavam Jesus Cristo, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, John Lennon, Machado de Assis e Charles Darwin.

Um caso que se tornou famoso no Brasil – mas que não teve graça – foi o do juiz Edilson Ro­­drigues, de Minas Gerais. Du­­rante um julgamento, o magistrado disse que a Lei Maria da Penha tem "regras diabólicas" e que as "desgraças humanas começaram por causa da mulher". O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu Pro­cesso Administrativo Dis­ciplinar contra Rodrigues. "Hipócrita e demagógica é a falsa igualdade que tem sido imposta às mulheres, que, em verdade, vêm sendo constantemente usadas nos discursos políticos de campanha", defendeu-se o juiz.

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