Um ano e quatro meses depois de publicada pela Gazeta do Povo, a história de pobreza e isolamento da família Melo, de Mangueirinha, na Região Sul do estado, ainda sensibiliza os paranaenses. Ontem, um furgão dos Correios entregou um carregamento de doações arrecadadas pela professora Míriam Bueno Loyola, que no ano passado já havia realizado uma campanha para ajudar os cinco filhos do casal Adão e Sandra Melo. A reportagem que comoveu os paranaenses mostrou as condições precárias em que eles viviam, devorados pela miséria e sem perspectivas de uma vida melhor.

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Por meio da campanha, a família recebeu roupas, alimentos e brinquedos. O caçula, Luís Gabriel, ganhou um tratamento médico que extraiu os bichos-de-pé que tomavam conta dos seus dedos. Em poucos meses as pontas dos dedos poderiam gangrenar e ele teria a locomoção comprometida.

Desta vez, foram doadas roupas, comida e calçados. Os mantimentos serão suficientes para seis meses. As cestas básicas ficarão acondicionadas no escritório dos Correios em Mangueirinha e serão entregues à medida da necessidade, porque a casa da família, de chão batido e cheia de goteiras, não apresenta condições para armazená-las.

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Desde a campanha anterior, o diretor regional adjunto dos Correios em Curitiba, Areovaldo Alves de Figueiredo, doa todos os meses um valor suficiente para a compra de uma cesta básica para a família. Agora, novamente por iniciativa de Míriam, a iniciativa mobilizou pessoas de diferentes setores.

Do empresário João Maranhão ao cabeleireiro Toni do Kapeli Beli, ainda o bancário Rui César Loyola e outras pessoas sensibilizadas com a história dos Melo, como Judith Isabel Leiner, Antônio José Bizzotto e Gislene Camargo, de São José dos Pinhais. As doações vieram também da organização não-governamental (ONG) Cores da Rua, levadas por Maria Elisa Kroeff, que faz trabalhos sociais com crianças da Vila Parolin.