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Balanço

Número de mortos não pára de subir

Até a noite de ontem, eram 99. Bombeiro acredita que ainda há muitos corpos embaixo dos escombros

Vista aérea do Morro do Baú, no município de Ilhota: local teve o maior número de mortes registradas | Claiton de Souza/AE
Vista aérea do Morro do Baú, no município de Ilhota: local teve o maior número de mortes registradas (Foto: Claiton de Souza/AE)
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A todo o momento, a Defesa Civil de Santa Catarina é obrigada a atualizar o site da entidade com novos números de vítimas das fortes chuvas que atingem o estado desde o fim de semana. O último boletim, divulgado no início da noite de ontem, contabilizava 99 mortes. Outras 19 pessoas continuavam desaparecidas. Apesar de o nível da água ter baixado na manhã de ontem e permitido o acesso às cidades isoladas, a Defesa Civil ainda está em alerta com a possibilidade de novas chuvas nos próximos dias.

No total, 27.410 catarinenses estão desabrigados – atendidos por abrigos do poder público –, enquanto 51.297 estão desalojados – hospedados em casas de familiares ou amigos. O número de pessoas afetadas pela enchente ultrapassa 1,5 milhão em todo o estado. Diante da tragédia, o governador Luiz Henrique da Silveira decretou luto oficial de três dias e colocou 12 municípios em situação de calamidade pública.

Segundo Edemilson Irineu Corrêa, subtenente do Corpo de Bombeiros e chefe de operações da Defesa Civil catarinense, é impossível precisar o número de casas atingidas pelas chuvas. "Há milhares de residências afetadas, sem contar as centenas de outras que devem ter sido soterradas pelo barro", afirma. Corrêa conta que o Brasil jamais enfrentou uma situação como essa, comparada apenas a um terremoto ou ao tsunami que atingiu a Ásia em 2004. "Só em filme você vê um cenário desses. Tomara que não, mas, infelizmente, deve haver muitos corpos embaixo dos escombros e da lama."

Equipes da Defesa Civil trabalham dia e noite no atendimento a centenas de chamados vindos, sobretudo, da região do Vale do Itajaí. "O estresse da equipe está num nível muito alto. É um telefonema atrás do outro", conta Corrêa. Para ajudar nas operações de busca, salvamento e socorro, Santa Catarina recebeu apoio de militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, de agentes da Polícia Rodoviária Federal e de homens da Força Nacional de Segurança.

Prejuízos

De acordo com dados divulgados pelo governo de Santa Catarina, os estragos provocados no setor de infra-estrutura, sobretudo em portos e estradas, custarão em torno de R$ 250 milhões. De um total de R$ 1,6 bilhão que o Palácio do Planalto enviará para os estados atingidos, os catarinenses receberão toda a verba destinada à saúde – R$ 100 milhões – e à recuperação de portos – R$ 350 milhões –, além de R$ 370 milhões em títulos públicos.

O porto de Itajaí, por exemplo, deixou de movimentar US$ 201 milhões desde que foi fechado, na última sexta-feira.

Ontem, a Caixa Econômica Federal anunciou a liberação de R$ 1,5 bilhão para a compra de materiais de construção e de móveis na região atingida pelas enchentes.

Água de piscina

Na região do Vale do Itajaí, milhares de moradores sofrem com a falta de luz e de água potável. Em Blumenau, caminhões-pipa abastecem os bairros que estão sem água tratada. A Secretaria de Saúde do Estado chegou a orientar a população para que beba água de piscinas, desde que esteja clorada e limpa e seja fervida durante dez minutos antes do consumo.

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