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O IDH causa impacto na felicidade?

Encontro na PUCPR vai discutir criação de índice capaz de aferir conceitos que vão além do crescimento econômico e do desenvolvimento social

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A divulgação do novo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M)reacende um debate antigo e de difícil conclusão: existe relação entre qualidade de vida e felicidade? A diminuição de 25% na desigualdade social entre os 399 municípios do Paraná, conforme mostrou reportagem da Gazeta do Povo no último domingo, com base nos indicadores do Pro­­grama das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e do Instituto de Pesquisa Eco­­nômica Aplicada (Ipea), pode evidenciar que o paranaense está mais feliz do que dez anos atrás?

Encontrar respostas para essa questão é um dos objetivos do debate "Qualidade de vida é sinônimo de felicidade? Uma análise a partir do IDH", que será promovido pela Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), na próxima quinta-feira, em Curitiba.

Coordenador do encontro, o professor de Ciências Econômicas Jackson Bittencourt, que atua no núcleo de economia e negócios da instituição, explica que serão discutidos três indicadores: o IDH, o Produto Interno Bruto (PIB) e a Felicidade Interna Bruta (FIB), conceito criado no Butão na década de 1970. "Pelo PIB não dá para medir felicidade, porque ele mede a atividade econômica, o que foi produzido no país", adianta. Já o FIB, segundo Bittencourt, acaba caindo em conceitos subjetivos. "Ser feliz na Finlândia é muito diferente de ser feliz no Nordeste brasileiro, são realidades distintas. No nordeste, às vezes, tendo uma cesta básica e trabalhando uma vez por semana, a pessoa é feliz", defende.

Por trabalhar com mensurações claras nos quesitos educação, longevidade e renda, o IDH-M, para Bittencourt, ainda é o melhor caminho para medir a felicidade de um país. "A gente roda, roda, roda e cai no IDH. O PIB mede apenas o crescimento econômico, enquanto o IDH é um indicador da qualidade dos reflexos desse crescimento."

Segundo o professor, a conta é simples: pessoas que vivem bastante, em geral, se alimentam bem, moram em locais com saneamento básico e têm acesso a saúde. Com a educação, completa, a população se torna mais crítica para fazer escolhas importantes, como o voto. Já a renda mais elevada propicia o acesso a bens fundamentais, como a cultura. "Estamos falando de consumo, não de consumismo. Uma pessoa que consome 70 pares de sapato não parece ser feliz, porque o consumismo é escape para algum problema", ressalta.

Serviço

O debate "Qualidade de vida é sinônimo de felicidade? Uma análise a partir do IDH" será realizado a partir das 18 horas desta quinta-feira, na sala 220 da Escola de Negócios da PUCPR. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail suellen.alcantara@pucpr.br ou pelo telefone 3271-1477.

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