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Sindicato reclama de assédio moral e demissões | Divulgação/Sindimoc
Sindicato reclama de assédio moral e demissões| Foto: Divulgação/Sindimoc

Após pouco mais de uma hora de bloqueio dos ônibus na Praça Rui Barbosa nesta segunda-feira (15), no Centro de Curitiba, foi liberada a circulação de coletivos pelo local. Motoristas e cobradores realizaram um protesto contra o assédio moral sofrido por dirigentes sindicais e trabalhadores. Nesta terça-feira (16), assembleias serão realizadas em frente às empresas do transporte coletivo e deve ocorrer um atraso de cerca de uma hora no início das operações.

Durante a manifestação desta segunda (5), os motoristas e cobradores desceram dos ônibus e deixaram os veículos estacionados ao longo da praça. A paralisação começou às 15h30 e durou até por volta das 16h30. A normalização, no entanto, avançou até quase as 17 horas porque os ônibus precisam de tempo para aquecer os motores e fazer ar para que possam se movimentar.

O sindicato da categoria diz que o motivo principal da paralisação foi o assédio moral cometido pelas empresas do transporte público na Grande Curitiba contra os funcionários e, recentemente, contra dirigentes sindicais. Oito já teriam sido demitidos pelas empresas. “Nos reunimos aqui com o objetivo de mostrar para os trabalhadores denúncias que temos registrado e para procurar saber deles o que vem acontecendo em relação ao assédio moral”, disse o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Anderson Teixeira.

O dirigente sindical cita como exemplo o fato de motoristas reclamarem para as empresas de problemas no veículo, mas a companhia obrigar o funcionário a continuar operando o veículo sem que nenhum conserto seja feito. Em outro exemplo, os motoristas têm os salários descontados quando não conseguem cumprir os horários. Quando ocorrem atrasos, a empresa é multada e esse valor estaria sendo recorrentemente descontado, segundo Anderson. “Nós sempre tentamos fazer com que o filiado não seja identificado, mas se o motorista for para o sindicato reclamar e a empresa souber, em inúmeros casos ele é demitido.”

Assembleia deve atrasar operação nesta terça

Como resultado da manifestação desta segunda-feira (15), foi marcada uma assembleia dos motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e região metropolitana para as 4 horas da manhã desta terça (16), antes do início da operação. As reuniões, com caráter de deliberação, devem ter uma hora de duração e serão feitas em frente às sedes das empresas. Anderson Teixeira prevê que os ônibus comecem a operar com cerca de uma hora de atraso. “Não está descartada a possibilidade de greve. Mas se for aprovada, não vai ser para começar já amanhã [terça-feira].”

Urbs

A Urbs informou que vai notificar as empresas por paralisação do serviço de transporte público sem aviso prévio. O órgão também diz que está denunciando o Sindimoc e o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) pelos transtornos causados ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério Público do Paraná (MP-PR). A Urbs também informou que às 17h25 o sistema de transporte da capital estava operando dentro da normalidade.

Outro lado

O Setransp disse em nota que o Sindimoc desrespeita “os passageiros ao promover constantes paralisações nos últimos meses” e a lei, “uma vez que a Lei de Greve exige que seja dado aviso prévio com antecedência de pelo menos 72 horas antes da paralisação.” A entidade representante das companhias de ônibus defende que não houve demissão de nenhum “dirigente sindical que tenha a prerrogativa de estabilidade no emprego.”

Conforme o Setransp, “o Sindimoc não buscou o diálogo”. “Em busca de vitórias próprias atirou no lado mais frágil do sistema de transporte: a população de Curitiba e Região Metropolitana”, diz a nota. O documento finaliza dizendo que as empresas devem acionar a Justiça. “O Setransp pede o apoio da população, para que reprima e não compactue com esses atos do Sindimoc, e da Justiça, para que tome as medidas cabíveis em relações a essas ações arbitrárias e ilegais.”

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