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Brasília – Líderes do PSDB e PFL procuraram minimizar o resultado das pesquisas que indicam vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno das eleições de outubro. A oposição aposta na tese de que o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) irá crescer quando a campanha começar na televisão, a partir de 15 de agosto.

"Não muda nada para a campanha do Alckmin. É a mesma pesquisa, são os mesmos resultados divulgados nas últimas semanas", ponderou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), coordenador nacional da campanha de Alckmin, se referindo ao levantamento do Vox Populi, que, a exemplo de outros institutos, apontou ampla vantagem de Lula.

"Nada disso é preocupante. Na hora em que a campanha começar na tevê e as chapas forem montadas, vamos ter mudanças consideráveis", emendou o senador Heráclito Fortes (PFL-PI).

Para Fortes, o fato de Alckmin ser menos conhecido do que Lula e de ter explodido uma onda de violência em São Paulo são fatores que podem ter influenciado no resultado das pesquisas favoráveis a Lula.

CPIs

O senador tucano acrescentou que oposição vai usar no horário eleitoral as imagens de televisão das CPIs que investigaram o escândalo do "mensalão".

"A população brasileira terá muito prazer em conhecer os descaminhos de corrupção que aconteceram no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva", disse.

Sérgio Guerra disse acreditar que as pesquisas captadas em junho já trarão um cenário diferente e mais favorável a Alckmin. Entre as razões dessa crença é que o PSDB terá direito a programa partidário na tevê e também deve conseguir agregar mais apoio ao tucano no próximos dias. "Até o final da semana que vem teremos novidades. Pessoas relevantes em alguns partidos irão anunciar apoio ao Alckmin", antecipou Guerra.

Até agora, Alckmin conseguiu uma aliança formal com o PFL e informal com o PPS. Nos próximos dias o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS-MT), deve anunciar publicamente apoio a Alckmin.

No PT o clima é de comemoração e também de cautela. O senador Roberto Saturnino Braga (PT-RJ) disse que as pesquisas demonstram que o eleitorado já fez o julgamento do presidente Lula, mas que eleição só se ganha no último dia. Ele defendeu que não haja "excessos" por parte do presidente Lula por causa dos bons índices nas pesquisas.

Copa do Mundo

O coordenador de campanha do PSDB à Presidência, José Anibal, disse que os números da pesquisa Vox Populi devem mudar após a Copa do Mundo e indicou que Alckmin pode continuar a elevar o tom de suas críticas a Lula. "Sempre que for necessário se indignar com a postura de um presidente conivente com a corrupção, o nosso candidato vai se manifestar", disse ele.

Anibal repetiu o discurso do PSDB de que Alckmin ainda precisa aumentar sua exposição nacional, o que deve acontecer com o horário eleitoral. "Eu tenho a convicção de que as pessoas vão realmente se sintonizar com as eleições após a Copa", afirmou.

Ele afirmou que a economia – que hoje beneficia Lula – será um fator importante, mas não "decisivo" para as eleições.

"O significativo, ao meu ver, que o governo foi inepto e incompetente para conseguir explorar as oportunidades, num momento em que o mundo cresce muito, e é isso que nós vamos mostrar na campanha", afirmou.

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