A lagarta lonomia é normalmente encontrada em troncos de árvores e o contato com seus espinhos pode levar até à morte | Divulgação/Sesa
A lagarta lonomia é normalmente encontrada em troncos de árvores e o contato com seus espinhos pode levar até à morte| Foto: Divulgação/Sesa

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) já registrou durante janeiro e parte de fevereiro deste ano 12 casos de acidentes com a lagarta lonomia, comum na Região Sul do Brasil, em todo o estado do Paraná. Em 2008, 38 casos foram registrados com uma morte. Entre 1984 e 2008, sete dos 444 acidentes registrados terminaram em morte.

A lonomia, conhecida popularmente pelos nomes de taturana, oruga, manduruvá e bicho-cabeludo, possui espinhos que em contato com a pele pode provocar queimaduras, manchas roxas e sangramentos pelo corpo, pois ela altera a coagulação sanguínea.

No Paraná ela é mais encontrada no Sul, no Centro, no Sudoeste e no Oeste do estado, mas casos já foram registrados na regiões de Curitiba e Londrina. De acordo com bióloga chefe da Divisão de Zoonoses da Sesa, Gisélia Rúbio, a lagarta, que normalmente vive em tronco de árvores nativas, está se adaptando à vida nos troncos de árvores exóticas. Ela afirmou em nota da Agência Estadual de Notícias que, para evitar os acidentes, os pais devem ter cuidado com brincadeiras que as crianças fazem próximas às árvores.Em caso de contato com a lonomia, deve-se procurar imediatamente um médico. Na maioria dos casos é necessária a aplicação de um soro antilonomia que é fabricado somente pelo Instituto Butantan, de São Paulo. Em emergências, o Centro de Controle de Envenenamentos de Curitiba deve ser acionado pelo telefone 0800-410-148.

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