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São Paulo – Condenados na madrugada de ontem pelo envolvimento no assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos e Suzane von Richthofen – filha das vítimas – cumprirão a pena em unidades prisionais no interior de São Paulo.

Os três dormiram, ao longo da semana, em carceragens de delegacias na cidade de São Paulo devido ao julgamento do caso, realizado no fórum da Barra Funda (zona oeste).

Com o término do júri, Suzane voltou para Rio Claro (175 km a noroeste de São Paulo), onde já estava presa. Os irmãos foram levados para a penitenciária de Tremembé (138 km a nordeste de São Paulo).

Os Cravinhos estavam no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros (zona oeste de São Paulo) desde 1.º de junho, transferidos da penitenciária de Itirapina (231 km a noroeste de São Paulo). No dia 5 do mesmo mês, quando deveria ter ocorrido o julgamento, os advogados dos irmãos alegaram cerceamento de defesa e não compareceram ao fórum da Barra Funda, adiando a sessão.

Choro e gritos

Na noite de sexta-feira, enquanto os jurados votavam e decidiam o futuro de Suzane e dos irmãos Cravinhos, ela gritava e chorava na sala reservada aos réus. Pessoas que estavam próximas do local disseram à reportagem que a jovem deu gritos de fúria e chorou muito, ao contrário da imagem passada durante todo o júri.

Nos bastidores do 1.º Tribunal do Júri de São Paulo, os comentários eram de que ela reclamava da argumentação apresentada por seus defensores aos jurados, na fase dos debates entre acusação e defesa. Ela teria se sentido lesada devido à falta de explicações técnicas, mais ligadas à tese.

Os advogados de Suzane, porém, negam a cena. De acordo com a advogada Eleonora Nacif, filha de Mauro Nacif, o advogado mais teatral da moça, Suzane agradeceu efusivamente a atuação de Nacif, por quem nutre "grande admiração". "Foi muito pelo contrário. Suzane chorou muito, mas agradeceu também nossa colaboração, e reconheceu nosso esforço."

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