Auditório do Instituto de Educação do Paraná: 136 anos formando professores no estado| Foto: Marcelo Andrade / Gazeta do Povo

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"Os tempos do colégio" são um clássico. Costumam render longas conversas, seguidas de gargalhadas e lágrimas, entre marmanjos e juvenis, em qualquer tempo e lugar. Não raro, as lembranças da época do uniforme têm até trilha sonora – vão de Que saudade da professorinha... a To sir with love, o inesquecível tema do filme Ao mestre, com carinho, passando pelos melhores rocks, toadas e canções que embalaram a aurora de tantas vidas.

Essas memórias, sempre vivas, contudo, tendem a existir apenas em rodas de amigos. A maior parte das instituições de ensino encontra dificuldades em conservar o passado: prédios escolares, dada a alta circularidade, tendem à degradação; a documentação, sempre volumosa, idem, pode desaparecer antes mesmo de ser estudada por pesquisadores.

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Com a intenção de mudar essa história, um projeto do governo do Paraná – orçado inicialmente em R$ 7 milhões – se ocupa do restauro das escolas estaduais mais antigas, assim como da criação de centros de memória, nos quais boletins, atas e fotografias, entre outros, possam servir de pasto aos pesquisadores. O programa está na fase inicial e contempla 13 escolas tombadas pelo Patrimônio Histórico, a exemplo dos Institutos de Educação de Curitiba, Ponta Grossa e Paranaguá.

Informalmente, o programa já ganhou a simpatia das escolas, envolvidas com a troca de fotografias e relatos sobre os "verdes anos". Os ex-alunos das 13 instituições mais antigas do Paraná que quiserem contribuir podem se juntar a esse mutirão, pelo site da Gazeta do Povo. Basta deixar um depoimento ou uma imagem, contribuindo para manter viva a história dos colégios mais antigos do estado.