Um delegado aposentado, um sargento da Polícia Militar (PM) e um agente da Guarda Municipal de Curitiba foram presos em flagrante, na noite de quinta-feira (14), acusados de extorsão. Segundo as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceira com a PM, o trio exigiu dinheiro de duas pessoas para não prendê-las. Os acusados foram detidos assim que receberam parte do pagamento.

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"Eles [os acusados] se apresentavam como polícias e exigiam dinheiro, caso contrário, prenderiam as duas pessoas que nos procuraram. Eles [os acusados] diziam que poderiam ‘plantar’ drogas para configurar um flagrante. Realmente, aterrorizavam", disse o coordenador do Gaeco, promotor Leonir Batisti.

De acordo com Batisti, os presos foram identificados como o delegado aposentado Paulo Roberto Padilha; o sargento Cléverson de Moura, lotado no 17º Batalhão da PM; e o guarda municipal Erivan Passos da Silva, que atua em Curitiba. Como foram detidos em flagrante, eles devem permanecer presos até o julgamento ou até decisão judicial.

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As investigações começaram há cerca de um mês, quando os dois denunciantes procuraram o Gaeco e relataram que estariam sendo vítimas de extorsão. Em depoimento, eles afirmaram que os agentes de segurança cobravam R$ 25 mil para que os dois não fossem presos.

As vítimas da extorsão teriam pagado R$ 1,9 mil e entregariam outra parcela na quinta-feira, em um posto de combustíveis localizado em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba. Lá, agentes do Gaeco armaram campana e, à paisana, acompanharam o pagamento. Assim que as vítimas da extorsão entregaram o dinheiro, o ex-delegado, o guarda municipal e o sargento receberam voz de prisão.

"As vítimas levaram R$ 400 para pagar esta segunda parcela, mas os acusados esperavam receber muito mais. Assim que o dinheiro foi entregue, configurou-se o flagrante e eles [os acusados] foram presos", contou Batisti.

Por meio de sua assessoria de imprensa a PM informou que já vinha investigando a conduta do sargento e que repassou as informações apuradas ao Gaeco para, de forma conjunta, deflagrar a operação que terminou na prisão do trio. A corporação ressalta que não compactua com ações como a da sargento acusado e que, em caso de comprovação das irregularidades, pune os envolvidos com rigor.

A assessoria de imprensa da Polícia Civil afirmou, por volta das 13h30, que não vai se pronunciar sobre a prisão do delegado aposentado. A assessoria destacou que o suspeito não faz mais parte da corporação.

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A Guarda Municipal de Curitiba, por meio da assessoria de imprensa, informou, em nota, "que está acompanhando de perto os procedimentos de investigação do caso. Assim que as informações estejam apuradas será instaurado um inquérito administrativo".