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Violência

PM nega ação secreta em tiroteio no Rio

  • PorFolhapress e Agência O Globo
  • 22/08/2010 21:05
Confronto entre policiais e traficantes em São Conrado acabou em invasão de hotel de luxo na zona sul carioca, no sábado | Antonio Scorza/AFP
Confronto entre policiais e traficantes em São Conrado acabou em invasão de hotel de luxo na zona sul carioca, no sábado| Foto: Antonio Scorza/AFP

Vigilância

Reforço no policiamento

O policiamento foi reforçado na madrugada de domingo nas favelas da Rocinha e do Vidigal, na zona sul do Rio, após o tiroteio entre policiais e traficantes em São Conrado, na manhã de sábado.

Segundo a Polícia Militar, ho­­mens do 23º Batalhão e do Choque fizeram patrulhamento para evitar novos casos de violência.

No dia seguinte ao confronto, o Hotel Intercontinental, onde 35 pessoas foram feita reféns, teve 73 cancelamentos de reservas, entre desistências de hóspedes que estavam por chegar e a saída adiantada de quem pretendia passar mais alguns dias no Rio.

Após a invasão, ainda no sábado, moradores da região relataram que viram criminosos andando pelas ruas do bairro, na contramão das vias e atirando com fuzis e outras armas pesadas. Vários carros ficaram com marcas de tiros.

A Polícia Militar do Rio negou que o tiroteio ocorrido no sábado de manhã, em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro, entre traficantes e militares, que terminou com a invasão do Hotel Intercontinental, tenha sido decorrente de uma operação secreta da PM, não autorizada pela Secretaria de Segurança Pública.

Segundo fontes do jornal O Glo­bo, 12 policiais militares participavam de uma operação para prender o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, líder do tráfico de drogas na Favela da Ro­­cinha. A informação não foi confirmada pela PM, mas será investigada.

Os policiais do Grupo de Ações Táticas do 23.º Batalhão da Polícia Militar (Leblon) teriam sido informados da presença do bandido na Favela do Vidigal, ainda de madrugada. Nem estaria em uma festa acompanhado de ao menos 60 traficantes armados com fuzis, metralhadoras e pistolas. Ao deixar a comunidade, às 7h15 min, os policiais – todos à paisana – teriam tomado um dos acessos da Avenida Presidente João Goulart, principal ligação entre a Avenida Niemeyer e o alto do morro, e ficaram esperando, escondidos.

Surpreendidos pelos PMs, Nem e seu bando, que seguiam em comboio para a Favela da Rocinha, reagiram a tiros. A intensa troca de tiros aconteceu por volta das 7h30m.

Segundo o coronel Paulo Henrique Moraes, comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), há suspeitas de que Nem tenha se ferido durante o confronto, mas a polícia não sabe de seu paradeiro.

O coronel Lima Castro negou que a polícia estivesse agindo secretamente em uma emboscada para capturar Nem. Segundo o representante da PM, os policiais estavam no local fazendo uma ronda de rotina quando cruzaram com o grupo armado.

"Em função de a Rocinha não ser pacificada ainda e ser uma grande comunidade, com histórico de violência, a área é sempre bem policiada. O encontro com os bandidos foi totalmente ao acaso, mas que levou ao enfrentamento", afirmou Castro.

A troca de tiros começou em frente a uma concessionária de automóveis, próxima à favela. Os criminosos se dispersaram na confusão. Alguns fugiram em direção à Rocinha, outros invadiram os jardins de condomínios na Ave­nida Aquarela do Brasil ou seguiram em direção ao Hotel Inter­continental. Uma mulher morreu e quatro PMs ficaram feridos.

Estima-se que o grupo era formado por cerca de 30 pessoas. Parte invadiu a recepção do hotel e seguiu em direção à cozinha. Lá fizeram 35 pessoas reféns, sendo cinco hóspedes. Depois de negociar com a polícia, o grupo – formado por 9 homens e um adolescente de 16 anos – se entregou e libertou os reféns, sem ferimentos.

Ontem, os presos foram transferidos para o Complexo Peniten­ciário de Bangu, na zona oeste. Eles foram indiciados por tráfico de drogas, porte ilegal de armas, sequestro e cárcere privado.

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