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O Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) realiza desde o início da manhã desta terça-feira (22) a 2.ª etapa da Operação “Quadro Negro”, que investiga o desvio de recursos públicos da Secretaria de Estado da Educação (Seed) por meio de contratos com empresas para construção de escolas. A operação está sendo realizada em quatro estados: além do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Bahia.

Serão cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp). Entre as cidades que terão o cumprimento dos mandados estão Curitiba, São Paulo, Florianópolis e Balneário Camboriú. No final da manhã de hoje, o Nurce deve ter um balanço das operações.

Segundo as investigações, o esquema funcionava a partir da fraude de relatórios produzidos por engenheiros subordinados ao chefe de fiscalização e obras da Secretaria de Educação.

O início

A investigação do Nurce foi aberta a partir de informações de uma auditoria em curso desde abril na própria Seed. Relatório parcial da auditoria já tinha apontou irregularidades nas medições de sete obras sob responsabilidade da Valor Construtora. A primeira fase da operação foi realizada em julho.

Na oportunidade, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão. Entre os presos está Maurício Fanini, que ocupou o comando da Diretoria de Engenharia, Projetos e Orçamentos da Seed entre 2011 e 2014. Entre janeiro e junho deste ano, ele estava no comando da recém-criada Fundepar, autarquia que estava sendo formatada dentro do governo estadual para assumir todas as obras da área de educação. Também foram presos quatro representantes da Valor Construtora e Serviços Ambientais, empresa que mantém ao menos 12 contratos com o governo do Paraná, a maioria de construção ou reforma de escolas.

Conforme as investigações, o esquema funcionava a partir da fraude de relatórios produzidos por engenheiros subordinados ao chefe de fiscalização e obras da Secretaria de Educação. Até o momento, conforme a Polícia civil, estão sendo analisados dez contratos firmados entre a empresa Valor e a Secretaria de Estado da Educação, entre os anos de 2011 e 2014.

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