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Um inquérito policial instaurado em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, busca esclarecer se Júlio Cesar Andrade, 28 anos, foi vítima de um erro policial. De acordo com informações da advogada de Andrade, o policial faria "bico" como segurança de uma lan-house em frente a um supermercado onde houve um assalto. O PM, identificado como Marcos da Silva, teria disparado e atingido Andrade, que era a vítima do assalto. O ladrão fugiu em uma moto.

Na quinta-feira (28), a Polícia Militar divulgou que Andrade seria um ladrão que reagiu a ação policial e morreu baleado perto de um mercado. No entanto, a versão da advogada Valéria Biemgut dá conta que o policial fazia um bico como segurança de uma lan-house em frente ao mercado e errou o alvo. "Prova disso é que o Julio recebeu os cuidados médicos sem escolta policial, que é o que acontece com criminosos", relata a advogada.

O inquérito foi instaurado na sexta-feira (29) na delegacia de Pinhais. Os investigadores da Polícia Civil foram a campo nesta segunda-feira (1º). O delegado Agenor Salgado comanda a investigação e afirmou não ter informações que confirmem a versão da Polícia Militar ou de Júlio.

A Polícia Militar não soube informar se um inquérito interno foi instaurado para investigar o policial. Nota oficial da PM informa que quando um policial é investigado ele é afastado da corporação e a instituição se manifesta somente depois de concluída a apuração.

O 17º Batalhão da Polícia Militar de Pinhais informou que o policial envolvido no caso é da 3ª Companhia do 13º Batalhão, responsável por patrulhar a Cidade Industrial de Curitiba. Um policial da 3ª Cia, que não quis se identificar, disse que o policial estava em serviço nesta segunda-feira.

O regulamento interno da PM exige que os policiais da corporação se dediquem em regime de exclusividade. O fato do policial supostamente ser segurança de uma lan-house pode ser um agravante.

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