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Ossos humanos foram encontrados pela polícia em duas fossas localizadas dentro do pátio onde funciona a empresa Sistema Química, na Cidade Industrial de Curitiba, informou ontem a Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas do Paraná. Os policiais acreditam que os ossos sejam de dois caminhoneiros que estão desaparecidos desde novembro do ano passado.

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, Marcílio Monteiro Alencar, de 42 anos, e José Antônio Martins, de 38 anos, prestavam serviços com seus próprios caminhões para a empresa Ribertrans, com sede em Cuiabá. No dia 10 de novembro de 2005, eles receberam uma carga de gasolina na refinaria da Petrobrás em Araucária e deveriam levar o produto até a capital matogrossense, mas desapareceram naquela tarde.

Depois de uma investigação, a polícia chegou até o caminhoneiro Ataíde dos Santos, 42 anos, que também trabalhava para a Ribertrans e foi preso em Cuiabá há cerca de um mês, acusado de latrocínio contra outro caminhoneiro do Mato Grosso.

Analisando o histórico do rastreamento por GPS do caminhão de Santos, os policiais verificaram que o veículo ficou parado no pátio da Sistema Química na noite do desaparecimento de Alencar e Martins. Após uma busca no local, ossos, dentes e cartilagens humanas foram encontrados dentro das fossas. Nas paredes em torno das fossas químicas foram encontradas marcas de tiro.

"Os peritos do Instituto de Criminalística já confirmaram que os ossos são humanos, mas ainda não é possível saber se são de uma ou duas pessoas", afirma o titular da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas do Paraná, Marcus Vinicius Michelotto. "Como foram queimados a uma temperatura de 500º C, junto de pneus e produtos químicos, só um exame de DNA poderá identificar as vítimas."

Depois de um interrogatório com Santos, a polícia chegou até João Maria Guimarães, de 63 anos, preso na semana passada em São José dos Pinhais, acusado de roubo de cargas. Guimarães confessou ser o receptador de um dos caminhões desaparecidos. Michelotto acredita que Santos e Guimarães arquitetaram juntos o roubo dos caminhões e depois sumiram com as vítimas.

"O Ataíde era amigo das vítimas. Ele sabia que os dois estavam procurando pneus novos e armaram uma emboscada", avalia o delegado. Santos também prestava serviços para a Sistema Química e teria atraído as vítimas até o pátio da empresa, onde apresentaria pneus a preços mais baratos.

A reportagem da Gazeta do Povo tentou entrar em contato com a Ribertrans, em Cuiabá, e com a Sistema Química, mas ninguém atendeu as ligações.

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