A abordagem aos ônibus que levavam os estrangeiros ocorreu no domingo (12) e na quinta-feira (19) | Divulgação/ PF
A abordagem aos ônibus que levavam os estrangeiros ocorreu no domingo (12) e na quinta-feira (19)| Foto: Divulgação/ PF

A Polícia Federal flagrou 185 paraguaios que entraram ilegalmente no Brasil na última semana pela região Oeste do Paraná. Os estrangeiros estavam em quatro ônibus fretados e não tinham a autorização de entrada expedida pelo Departamento de Imigração da PF. Todos foram encaminhados de volta para o Paraguai pela Ponte da Amizade e só poderão voltar ao Brasil depois de pagar uma multa de R$ 165. A PF suspeita que o grupo seja vítima de trabalho escravo na indústria têxtil em São Paulo.

A abordagem aos veículos ocorreu no domingo (12) e na quinta-feira (19); uma deles no posto de fiscalização de Santa Terezinha de Itaipu, e as outras três no município de Céu Azul. Entre os estrangeiros também havia crianças de zero a cinco anos de idade.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, parte dos estrangeiros afirmou que já trabalhava na capital paulista, estava em "férias" no país vizinho e agora voltava ao Brasil para retornar ao serviço.

A suspeita é a de que a maior parte deles exerça atividade laboral em condições precárias no bairro do Brás, na capital paulista, região com muitas fábricas de roupas produzidas a baixo custo. As indústrias costumam contratar sem carteira assinada e pagar mal. Em média, os estrangeiros adotariam jornada laboral de dez horas por dia e receberiam apenas dez centavos por peça produzida.

Agências

Além de investigar o trabalho ilegal, a polícia também apura de quem é a responsabilidade pelo transporte ilegal dos paraguaios. Dois ônibus utilizados pertencem à mesma agência de turismo, o terceiro é de outra companhia e o quarto é de uma pessoa física. Três veículos têm placas de São Paulo (SP) e um tem placa de Cascavel (PR). Nenhum deles foi apreendido.

Os motoristas foram ouvidos e liberados. Os donos das empresas responderão pelo transporte ilegal de estrangeiros, ausência de lista de passageiros e licenciamento, além de más condições de conservação dos ônibus.

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