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Caso Eliza

Polícia indicia Bruno e mais 8 por morte

Belo Horizonte e São Paulo - A Polícia Civil de Minas concluiu ontem o inquérito que investiga o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes, e indiciou o jogador e outras oito pessoas.Suspenso do Flamengo, Bruno foi indiciado, segundo a polícia, pelos crimes de homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores. Já o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, suspeito de matar Eliza, foi indiciado no inquérito por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver. Segundo a polícia, o inquérito que será entregue à Justiça tem oito volumes e cerca de 1,6 mil páginas.

Os advogados dos suspeitos negam a participação deles no crime e reclamam que a investigação se baseia principalmente em depoimentos contraditórios. Há ainda provas materiais como o sangue da Eliza no carro de Bruno e o álbum de fotos que podem ser do bebê de Eliza, encontrado perto do sítio do jogador.

O corpo da mulher não foi encontrado. Uma perícia mostrou que um cadáver encontrado em Cachoeira Paulista (SP) não é de Eliza.

Bruno cumpre prisão temporária na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de capital mineira, que vence em 7 de agosto. Com o indiciamento, a polícia pode pedir a prisão preventiva dos suspeitos, sem prazo de validade. Agora, o inquérito vai para a Justiça, que o encaminha para o Ministério Público. O MP tem um prazo de dez dias para apresentar a denúncia à Justiça. Em seguida, o juiz decide se aceita ou não a denúncia.

Cabelos

Bruno chegou de cabeça raspada ontem ao Departamento de Investigações da Polícia Civil, em Belo Horizonte. O cabelo dele foi cortado nesta semana por determinação da Subsecretaria de Administração Prisional, que não permite "cabelo muito grande'', segundo a assessoria. Ainda de acordo com procedimento padrão, o cabelo cortado foi queimado na frente de Bruno, para que não fossem geradas provas contra a vontade dele, como exames de DNA.

O único suposto envolvido que não foi levado ao departamento foi o primo adolescente do goleiro. Por ter menos de 18 anos, seu processo está separado e ele aguarda julgamento pelo Juizado da Criança e do Ado­lescente de Contagem.

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