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Para atrair clientes, panfletos com oferta de programas são espalhados nos telefones públicos da cidade | Daniel Derevecki/Gazeta do Povo
Para atrair clientes, panfletos com oferta de programas são espalhados nos telefones públicos da cidade| Foto: Daniel Derevecki/Gazeta do Povo

Onze pessoas – oito mulheres e três homens – foram detidos, na tarde des ontem, em dois apartamentos que funcionavam como casas de prostituição no centro de Curitiba. Nos apartamentos, localizados em prédios antigos da Rua Desembargador Westphalen e da Alameda Cabral, a polícia encontrou grande quantidade de panfletos com anúncios de garotas de programa.

Conforme o superintendente do 1º Distrito Policial, Adolfo Rosevics Filho, a operação policial é resultado de uma investigação sobre grupos que exploram a prostituição na região central da cidade. Os cafetões alugam apartamentos em prédios residenciais ou comerciais e transformam o local em casas de prostituição, conforme matéria da Gazeta do Povo publicada no dia 28 de setembro. Minipanfletos com ofertas de programas são espalhados nos telefones públicos da cidade para atrair clientes.

A polícia conseguiu identificar, segundo Rosevics, 12 apartamentos na região central usados para programas. Só em dois deles foram encontrados freqüentadores. "Depois que entramos nos dois primeiros os outros já esvaziaram", explica o superintendente.

No apartamento da Westphalen foi encontrada uma garota. A polícia, porém, tem informações que o local é freqüentado por outras quatro. Já no apartamento da Alameda Cabral havia sete garotas e três homens. Eles seriam os panfleteiros, responsáveis pela distribuição dos anúncios. Nas residências havia quartos e camas preparados para receber os clientes.

Os detidos foram ouvidos no 1º DP e negaram envolvimento com a prostituição. "Elas dizem que só moravam ali e recebiam apenas os namorados, mas temos certeza que os locais serviam para a prostituição", disse o superintendente. A polícia tenta agora prender os aliciadores das garotas. Os detidos devem ser indiciados por favorecimento a prostituição, crime com pena prevista de dois a cinco anos de prisão.

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