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O levantamento feito pelo Paraná Pesquisas em Curitiba mostra que a grande maioria dos curitibanos não sabe para onde vai o dinheiro arrecadado com as multas emitidas pelos radares. Do total de 484 entrevistados, 83,7% reconheceram que não sabem o destino da arrecadação. Quando questionados sobre o que deveria ser feito com os valores das infrações pagas pelos motoristas, 24,8% afirmaram que os recursos deviam ser utilizados na construção de postos de saúde, enquanto 21,1% defenderam a aplicação em melhorias nas ruas. A redução da tarifa de ônibus e a educação no trânsito apareceram em seguida como finalidades mais citadas, com 18,2% e 18%, respectivamente.

No ano passado, segundo o Detran, somente em Curitiba a arrecadação com multas, incluindo as emitidas por radares, guardas de trânsito e outros meios, chegou a R$ 42,6 milhões. O valor repassado pela Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) para a Consilux, empresa que operava os radares e lombadas eletrônicas, não variava conforme o número de infrações flagradas. O contrato assinado previa que a Consilux, caso tivesse implantado todos os 140 radares e 50 lombadas previstas inicialmente, recebesse R$ 688.758 por mês.

Segundo a Urbs, os recursos provenientes das multas, independentemente do meio de fiscalização, são destinados a ações de educação, engenharia e fiscalização de trânsito, obedecendo a normas do Código de Trânsito Brasileiro. No ano passado, de acordo com a Urbs, a maior parte dos R$ 42,6 mi­­lhões foi direcionada para custear despesas com funcionários, incluindo salários e uniformes. O montante para essa área chegou a R$ 17,8 milhões, ou 43,4% do total.

O restante da arrecadação foi direcionada para investimentos em sinalização (R$ 9,4 milhões), despesas com Correio, envio das multas (R$ 5,7 milhões), energia para semáforos e lombadas (R$ 3,5 milhões) e manutenção de veículos, vigilância e materiais de expediente (R$ 1,8 mihão), além de ações de educação no trânsito e confecção de materiais.

Em Curitiba, no ano passado, 30% das multas foram aplicadas por radares. Em outras cidades do interior do estado, o número de infrações flagradas por meio destes equipamentos é ainda maior. Maringá, por exemplo, já tem 80% das multas aplicadas por radares.

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