
Cada vez mais presente no arsenal das polícias de todo o mundo, as armas e munições nãoletais, que incapacitam momentaneamente o infrator sem causar lesão permanente ou morte, tem sido apontadas como possível solução para diminuir os índices de mortes em confrontos policiais. Apesar de ser defendida pelo Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, a cultura das armas não-letais ainda não está inserida no dia-a-dia da polícia do Paraná. A Secretaria da Segurança Pública do Paraná informou, por meio de assessoria de imprensa, que a compra desse tipo de equipamento ainda está sendo estudada.
A Gazeta do Povo ouviu policiais que participavam da demonstração de armas não letais promovida na manhã de ontem, na Academia Policial do Guatupe, em São José dos Pinhais. "Todos sabemos da importância de se ter a opção que não vai tirar a vida das pessoas durante o confronto, mas por enquanto ainda não temos esse equipamento", disse um dos policiais. Outro estava interessado em fazer cursos de treinamento mesmo antes de ter acesso à nova tecnologia. "Gostaríamos de fazer os cursos, por conta mesmo, porque sabemos que é importante", disse.
Segundo Luiz Fernando Pinheiro, que há 11 anos é instrutor do curso de utilização das novas tecnologias, houve uma mudança na mentalidade policial nos últimos anos. "A conscientização sobre o uso do armamento não-letal está mais difundido e os policiais estão sentindo a necessidade de ter essa tecnologia disponível", disse.
O comandante da Polícia de Choque, major Chehade Elias Geha, disse que seus agentes já dispõem de várias das tecnologias não-letais e ressaltou a importância delas. "A polícia tem que estar pronta para buscar os melhores resultados e ter produtos que estejam sempre sendo aperfeiçoados para atender melhor as nossas necessidades", afirmou.
Segundo o capitão da Polícia Militar Roberto Klemann, há o interesse de levar as novidades em armas não-letais até o policial militar que atua nas ruas, mas até que isso aconteça, é preciso aguardar questões governamentais. "Para a resolução do conflito é importante ter produtos que evitem consequências graves nos confrontos", argumentou.







