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PR: grávida perde bebê após complicação em caso de zika

Gestante de Londrina teve abordo confirmado nesta semana pela Secretaria de Saúde

  • Vivian Faria, especial para a Gazeta do Povo
  • Atualizado em às
 | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Daniel Castellano/Gazeta do Povo
 
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A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) confirmou nesta semana o primeiro caso de aborto espontâneo em decorrência do zika vírus no Paraná. A situação foi registrada em Londrina - que já vive em epidemia de dengue - no início de fevereiro. Nesta quinta-feira (24), a secretaria afirmou, contudo, que o aborto não foi causado pela ação direta do vírus na placenta da gestante ou no sistema nervoso do feto,mas tem a ver com o quadro de infecção aguda desenvolvido pela mãe.

“Qualquer doença aguda que aconteça na gestação pode ocasionar problemas no feto e alterar o metabolismo da gestante, precipitando o início do trabalho de parto. Se o desencadeamento do trabalho de parto se der num período em que o feto ainda não for um ser vivo viável, acontece o aborto”, explico a pediatra infectologista da Sesa Marion Burguer.

Conforme a médica, a gestante de Londrina foi internada com sintomas de febre alta e dores no corpo, o que fez os médicos suspeitarem de dengue (que também poderia causar um aborto, assim como infecção urinária e até dor de garganta). Ela não apresentava manchas avermelhadas (os exantemas), um dos sintomas mais típicos do zika. Três dias depois, ocorreu o aborto. A gestação estava na 14ª semana. Se estivesse por volta da 25ª semana, haveria chances de o bebê sobreviver, afirmou a pediatra.

Mesmo assim, a explicação não afasta a possibilidade de o vírus ter ocasionado deformações no feto. “Não se sabe se o feto teria ou não algum comprometimento”, diz Marion.

Casos

A gestante de Londrina é uma das 16 diagnosticadas com o zika vírus no estado. Dessas, oito são do município de Colorado, que registrou o segundo maior número de casos da doença no estado.

Ao todo são 190 casos (112 autóctones), de agosto de 2015 a 22 de março de 2016, sendo que 61 foram confirmados na última semana. O aumento dos casos confirmados está, em parte, relacionado à nova rotina de testes desenvolvida pelo Laboratório Central do Estado, que está permitindo o diagnóstico de dengue, zika ou chikungunya com uma única amostra de sangue, acelerando as confirmações.

Dengue e chikungunya

Conforme o boletim da situação da dengue, zika e chikungunya no estado, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) na terça-feira (22), chegaram a 15.946 os casos de dengue no Paraná. Até semana passada, eram 14.408 casos. Em relação às últimas semanas, o crescimento das confirmações desacelerou, mas é visto com muita preocupação pela Sesa.

“Em investigação são em torno de 30 mil casos, então sabemos que os números [de confirmados] são maiores, até porque nem todos os casos precisam ser confirmados por exames. Se você mora numa área epidêmica e todos os seus vizinhos estão com dengue, a chance de você também estar é bem grande”, avalia Marion.

O número de mortes em decorrência da dengue também preocupa: são 27 no estado desde agosto de 2015, sete delas registradas na última semana. Além disso, quatro novas cidades passaram a integrar a lista das que enfrentam uma epidemia de dengue. São elas: Capanema, Itaipulândia, Porecatu e Quedas do Iguaçu.

Apesar da incidência da doença ser maior do centro para o oeste do estado, uma das situações mais preocupantes é registrada em Paranaguá. Ao todo são 3.031 casos, todos autóctones, o que representa aproximadamente um quinto de todos os casos registrados no estado. Além disso, o município registrou o maior número de mortes em decorrência da dengue: 15.

No que diz respeito aos casos de chikungunya, 40 foram registrados até agora no Estado, a maioria deles (11) em Curitiba. Apenas duas cidades têm casos de transmissão dentro do próprio município: Mandaguari e Pitanga.

Conscientização

Segundo Marion, para esse ano, a única forma de controlar a propagação da doença é evitando a proliferação do Aedes Aegypti e usando repelentes, roupas adequadas e telas antimosquito. “Esse controle precisa do apoio de cada um”, pede a médica

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