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A estudante de 11 anos atingida por uma pedrada enquanto caminhava vestindo trajes típicos do candomblé, no último domingo (14), na Vila da Penha (zona norte do Rio), foi recebida nesta quinta-feira (18) pelo prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PMDB). Ele pediu desculpas à menina “em nome dos cariocas”.

“Se tem uma marca da nossa cidade eu acho que é a marca da diversidade, do aceitar o diferente, do aceitar a escolha de fé de cada um. É inaceitável que uma criança de 11 anos, e mesmo que não fosse uma criança, é inaceitável que qualquer pessoa seja agredida pela escolha da sua religião”, afirmou Paes.

A menina foi à sede da prefeitura, na Cidade Nova (centro do Rio), acompanhada pela mãe, que é evangélica. Hoje elas devem se reunir com o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, e com o arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta.

O caso

A menina caminhava pela Avenida Meriti, acompanhada por sete pessoas que haviam saído de um evento religioso, quando dois homens que estavam em um ponto de ônibus do outro lado da rua, com Bíblias sob os braços, começaram a insultá-los.

Segundo a avó, a mãe-de-santo Katia Marinho, os agressores gritaram “Sai, demônio, vão queimar no inferno, macumbeiros” e lançaram a pedra, que bateu em um poste antes de atingir a menina. Ela desmaiou. Os criminosos fugiram em um ônibus. A Polícia Civil tenta localizar o ônibus para examinar as imagens da câmera interna, na tentativa de identificar os agressores.

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