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Depois das chuvas que atingiram a cidade de Niterói, e dos deslizamentos que mataram 165 pessoas no município, a prefeitura anunciou nesta quarta-feira (14), que vai demolir 820 casas que estão situadas em áreas de risco. De acordo com o prefeito Jorge Roberto Silveira, cerca de 70% do território da cidade é de relevo acidentado, o que representa alta incidência de desmoronamentos.

Os trabalhos de demolição das residências já começou no começo da semana, na Estrada da Cachoeira e no Morro do Estado. O número de desabrigados e desalojados por causa da chuva na cidade chega a sete mil. Sem moradia, grande parte das pessoas foi alocada em 19 escolas municipais e igrejas.

Criação da GeoNit para monitorar encostas

Na próxima segunda-feira (19), quando recomeçam as aulas nas escolas da rede municipal que servem de abrigo, as vtimas da chuva serão transferidas para uma antiga unidade do Regimento de Infantaria, no Barreto, em Niterói.

Jorge Roberto disse ainda que vai criar a GeoNit, nos mesmos moldes da GeoRio, que terá como objetivo fazer o monitoramento permanente das encostas e das áreas de risco. Ao todo, a cidade registrou desde a chuva da última semana, 130 pontos de desabamento.

"Os desabamentos atingiram todas as classes, do rico ao pobre. Sem dúvida esta foi a maior tragédia que aconteceu na cidade nos últimos cem anos", concluiu o prefeito.

A prefeitura prometeu construir casas populares para servir de moradia as famílias atingidas pela chuva. No entanto, Jorge Roberto no soube afirmar quando e em que local essas residências serão erguidas. As famílias com casas interditadas, desabrigadas e desalojadas serão beneficiadas com o aluguel social, de cerca de R$ 400, durante um ano.

Ainda nesta quarta-feira (14), o reitor da UFF, Roberto Salles, informou que a universidade fez uma parceria com a prefeitura para estudos de prevenção de novos deslizamentos,

Estudo mostrou riscos

Em 2004, pesquisadores do Instituto de Geocincia da UFF fizeram um mapeamento das áreas de risco e entre os pontos vulneráveis estava o Morro do Bumba, onde 44 pessoas morreram. Na ocasião, os professores entregaram o relatório a secretários da prefeitura.

O reitor da UFF tentou minimizar o fato de Jorge Roberto Silveira conhecer os riscos de deslizamentos no local. Ele argumentou que o levantamento feito pelos professores não foi específico do Morro do Bumba e que os pesquisadores no sabiam que o local tinha sido um antigo lixo.

"No estudo, o Morro do Bumba foi considerado área de risco devido a inclinação do local. Na ocasião, não se teve conhecimento de que ali foi um antigo lixo ou aterro sanitário", argumentou o reitor.

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