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Operação Espectro

Presas 60 pessoas suspeitas de fraude milionária em empresa telefônica

O esquema funcionava no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e provocou prejuízo de R$ 7,5 milhões à empresa Brasil Telecom, cerca de R$ 2 milhões por ano

  • Célio Yano e Gladson Angeli, com informações de Marcos Xavier Vicente - Gazeta do Povo
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Polícia apreendeu computadores e notebooks usados para fraudar as contas da Brasil Telecom |
Polícia apreendeu computadores e notebooks usados para fraudar as contas da Brasil Telecom
 
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Presas 60 pessoas suspeitas de fraude milionária em empresa telefônica

O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) prendeu, nesta terça-feira (4), 60 pessoas suspeitas de envolvimento em uma fraude milionária contra a empresa de telefonia Brasil Telecom. Vandré Oliveira de Araújo, de 24 anos, acusado de chefiar o esquema foi detido em Curitiba. A quadrilha reduzia em até 95% ou anulava o valor das contas de clientes nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O prejuízo para a empresa chega a R$ 7,5 milhões.

A operação, batizada de Espectro, começou às 6 horas e contou com a participação de cerca de 200 policiais civis. Na capital paranaense foram detidas 40 pessoas. Outros dez envolvidos foram presos no interior do estado e nove em Santa Catarina. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), 20 detidos eram integrantes da quadrilha e 40 eram clientes que aceitaram participar do esquema.

A fraude estava sendo investigado pelo Cope desde dezembro de 2007, quando a Brasil Telecom detectou o problema. O delegado do Cope, Miguel Stadler, disse que a empresa começou a desconfiar do golpe depois de perceber que uma grande quantidade de retificações nos valores de diversas contas estava sendo feitas por um mesmo funcionário.

Os funcionários aliciados pela quadrilha “alugavam” suas senhas de acesso ao sistema da empresa. Com os códigos, o cabeça da quadrilha usava uma central de computadores clandestina para mudar o valor das contas. Os beneficiários do golpe repassavam metade do valor real de sua conta telefônica para a quadrilha e em troca tinham a fatura reduzida.

Nove conhecidos de Araújo - incluindo sua sogra e alguns amigos – eram os responsáveis por angariar pessoas que quisessem se beneficiar com a fraude. De acordo com a polícia, o esquema causava prejuízos de R$ 2 milhões à empresa por ano e teria começado a funcionar em 2003.

Na residência onde Araújo foi detido, no bairro Santa Cândida, a polícia recolheu extratos bancários que podem apontar os depósitos dos envolvidos no esquema. Na residência também foram encontradas listas com números de telefones. A polícia ainda tem 13 mandados de prisão para cumprir.

Há suspeita de que a quadrilha também fraudava contas de outras operadoras. “Vamos investigar com precisão, mas pelo que recolhemos parece que a Vivo, a GVT e contas de celular da Brasil Telecom também estavam sendo fraudadas”, disse o delegado Francisco Alberto Caricati, chefe da subdivisão de operações do Cope e que comandou as investigações.

“Um trabalho extremamente profissional, com uso das mais modernas técnicas de inteligência policial foi feito pelos policiais do Cope em conjunto com o Poder Judiciário que prova mais uma vez que o uso da tecnologia no trabalho de investigação só faz com que a sociedade ganhe com isso”, disse o secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, em nota divulgada na Agência Estadual de Notícias.

Procurada pela reportagem, a Brasil Telecom informou que colabora com a polícia nas investigações. A operadora afirma que foi a responsável pela identificação de fraudes no sistema telefônico e pela denúncia à polícia, que desencadeou as investigações. "Isso demonstra a preocupação da empresa em combater todo e qualquer tipo de fraude", informou a empresa por meio de sua assessoria de imprensa.

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